6 de set de 2010

Novo Uno: SURPRESA BOA NA ESTRADA.

45º, 46º e 47º Dias

Primeiramente, quero esclarecer um erro meu no post anterior. Coloquei a imagem dos pedais da versão que utilizamos nos primeiros dias de nosso teste apenas para ilustrar, e não do atual. O espaço na opção esportiva realmente fica ainda mais prejudicado, mas todos os meus comentários foram sobre a versão “normal”. Não acho que seja algo que fique enroscando o pé a todo o momento, mas vez ou outra aconteceu e me deixou prejudicado.

Bom, voltando à atualidade. Como eu havia adiantado, viajei, neste fim de semana, com o novo Uno para Monte Verde, em Minas Gerais. No percurso, pude enfrentar alguns tipos diferenciados de situações. Desde estradas bem asfaltadas até alguns pisos mal-tratados. Também passei por uma estradinha de terra de quase 20 km até a chegada à cidade mineira. Por lá, pude subir, também em caminhos de terra, até bem próximo das montanhas, com inclinações consideráveis.

Desde o momento em que peguei a Rodovia Fernão Dias, já senti que iria gostar da viagem. O Uninho responde rapidamente aos comandos e a sua suspensão, apesar de parecer macia demais, assegura uma estabilidade muito boa ao hatch da Fiat. Sinceramente, eu não esperava isso, já que a versão Way é um pouco mais alta que a Vivace e a Attractive. Ou seja, imaginei que teria um carro meio “bobo” nas curvas e nas freadas. Engano meu: o veículo é realmente estável em curvas e você não sente que está dirigindo uma cadeira de rodas, como em alguns outros carros populares.

Ainda na Fernão Dias, percebi um ponto negativo, mas que já foi comentado por aqui: o alto ruído. Mas deixo claro que isso não é problema da versão 1.4, como alguns comentários dos visitantes deste blog já deram a entender. Tanto no Uno 1.0 quanto no 1.4, quem está no habitáculo ouve, e muito, o som do motor. É algo contornável, já que temos como opção aumentar o som etc. Mas, realmente, incomoda. Viajei a velocidades entre 100 km/h e 120 km/h praticamente o tempo todo e o ruído era alto em todas as situações, mesmo quando ainda estava beirando os 3.000 giros.

Na estrada de terra batida, o Uno também foi muito bem. Pela primeira vez, senti a utilidade da versão Way, já que o caminho era um pouco acidentado, com bastante pedra. Durante todo o percurso, o hatch não raspou o assoalho em obstáculos em momento algum. Certamente, em meu automóvel pessoa, um Palio, isso aconteceria. Mas também percebi que, se tivesse chovido no dia, o modelo teria certa dificuldade de passar em alguns trechos, algo normal em qualquer automóvel do tipo.

Agora, falemos do que eu mais esperava avaliar: o motor. O 1.4 se saiu muito bem na situação. Viajei com minha namorada e nossas bagagens, que contavam desde alimentos e roupas, até acessórios como máquina digital, notebook, aparelho de DVD e violão. O carro não estava cheio, tudo bem, mas o desempenho foi ótimo em todas as situações. Na Fernão Dias, o Uninho reagia muito bem a todos os comandos. A retomada, em momentos de ultrapassagem, foi muito boa e não passei por nenhum “apuro”. Eu já havia utilizado o 1.0 em uma pequena viagem a Cotia e havia sentido falta de um pouco mais de força no motor, o que, para mim, foi suprido com o 1.4. Em situação urbana, os dois são muito parecidos, tendo o necessário para rodar sem problemas pela cidade, mas na estrada o 1.4 fez diferença.

Sobre o consumo, até gostei, mas, sinceramente, eu esperava que o Uno fosse um pouco mais econômico. Na ida a Monte Verde, peguei muito trecho de subida e a média, considerando o pequeno trânsito para sair de São Paulo, a Fernão Dias e uma estradinha local de quase 35 km, alternando entre asfalto e terra, a média foi de 7,5 km/litro. Em momento algum da viagem liguei o ar condicionado. Achei o consumo um pouco ruim, considerando as altas médias de velocidade que tive, principalmente na estrada principal.

Na volta, com o percurso utilizando mais descidas do que subidas, a média melhorou consideravelmente. Peguei a estradinha local e, em seguida, a Fernão Dias. Ali, enfrentei, perto de Atibaia, um trânsito considerável de 25 km. Em alguns pontos, era apenas uma lentidão, mas em outros chegava a parar o carro. A média da volta para casa foi de 9 km/litro. Fiquei um pouco perplexo com a diferença da ida para a volta, já que, quando fui, não peguei muito trânsito e, no retorno, fiquei bastante tempo “enroscado” na estrada e na chegada em São Paulo. A média total da viagem foi de 8,2 km/litro (e um total de 400 km percorridos).

Para finalizar, gostaria de comentar mais um pouco positivo e outro negativo do novo Uno. Na viagem, senti que a posição para dirigir o carro da Fiat é realmente confortável e pude fazer todo o percurso de ida e vinda sem dores nas costas, nos braços ou nas pernas. Um ponto negativo foi a vedação das portas do carro. Tudo bem, não entra água, mas a poeira passa pela porta e pára na borracha. Até aí, tudo bem, mas quando eu fui sair, em mais de uma ocasião, fiquei com o tênis e com a calça bastante sujos em função da terra acumulada na parte inferior da porta (coloquei uma imagem, abaixo, para que isso seja melhor entendido).

E vocês, já viajaram com o novo Uno? O que acharam das médias e do conforto do novo carrinho da Fiat?

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