31 de jan de 2010

Honda anuncia convocação mundial para o monovolume Fit

Estão envolvidos na convocação 171.372 Fit (Jazz) do Reino Unido, 141.140 fabricados nos EUA e 229 mil na América Latina

A Honda anunciou um recall mundial envolvendo mais de 646 mil monovolumes Fit. A convocação vale para os automóveis fabricados no Brasil, Japão, China, Tailândia, Malásia e Índia.

De acordo com o anúncio, a convocação tem o objetivo de avaliar os botões de acionamento dos vidros elétricos. Segundo o recall, o componente em contato com a água pode superaquecer e pegar fogo.

Estão envolvidos na convocação 171.372 Fit (Jazz) do Reino Unido, 141.140 fabricados nos EUA e 229 mil na América Latina.

28 de jan de 2010

Nissan Sentra, renovado, mostra falta de conhecimento dos clientes

Assim como Ford Focus Sedan, sedã mexicano mostra qualidades, mas vende menos do que merecia

Costumam dizer que o mercado é sábio, mas sabedoria pressupõe um conhecimento amplo. O consumidor brasileiro de automóveis infelizmente não confirma essa máxima. Além de ter mantido o VW Gol como o carro mais vendido do país mesmo quando ele não merecia esse título, com seu volante deslocado e seu preço alto demais, ele também ignora solenemente produtos que merecem uma atenção mais detida. Um exemplo disso é o Nissan Sentra.

Renovado recentemente, o carro mudou pouco, mas sanou problemas que talvez afastassem os clientes, como os retrovisores que não rebatiam e a falta de um motor flex. Eram as poucas coisas que se podia atacar no sedã, que sempre teve um estilo agradável, mas ficou mais interessante com as modificações sutis que sofreu.

Basta olhar os números de vendas em 2009 entre os sedãs médios. O campeão de vendas foi o Toyota Corolla, com 54.598 unidades, seguido por Honda Civic, que teve 50,2 mil unidades comercializadas. O Sentra tem qualidades que o colocariam facilmente entre estes dois em termos de vendas, mas ele é apenas o sexto colocado no ranking, com 5.739 unidades, pouco menos de um décimo do que o líder vendeu. Ele perde até para sedãs bem mais caros, como Ford Fusion (9.824) e Huyundai Azera (7.621). O que poderia explicar isso?

Rede pequena não é. Afinal, se fosse esse o motivo, a Hyundai também não venderia seus carros tão bem. A Nissan está presente nas principais praças do país, o que a coloca em pé de igualdade com os concorrentes. O que acontece é realmente um desconhecimento dos consumidores em relação ao que o carro oferece.

Comecemos pelo preço. A versão mais simples, a 2.0 com câmbio manual, parte de R$ 53,99 mil. A que avaliamos, a 2.0 SL com o excelente câmbio CVT, sai por R$ 71,99 mil. É um valor bem mais baixo que o cobrado pelas versões topo de linha do Civic e do Corolla, com nível de equipamentos equivalente. Só isso já deveria fazer os compradores de sedãs olharem com mais carinho para o carro, mas as vantagens do Sentra não morrem por aí.

O Sentra também é o único entre os concorrentes nipônicos a oferecer motor 2-litros, com 143 cv a 5.200 rpm e 199 Nm a 4.800 rpm. O Civic chega perto disso (140 cv) com um motor menor, 1,8-litro, mas tem menos torque: 174 Nm. Mas o que o torna mais interessante diante dos demais é o câmbio, continuamente variável.

O CVT não tem marchas e busca sempre a melhor faixa de torque do motor, o que privilegia o desempenho e o consumo de combustível. Isso também dá à transmissão uma pequena lentidão nas respostas de “redução”, digamos assim, mas é algo que é compensado pela suavidade que esse sistema de câmbio oferece ao carro.

Não bastasse ser melhor do que uma transmissão automática tradicional, ainda que de cinco marchas, como a do Civic (a do Corolla tem só quatro), o CVT da Nissan é um tapa com luva de pelica na Honda, que disse ter tirado o câmbio CVT do Fit porque ela não casava bem com um motor flex. O motor do Sentra é flex e se dá muito bem com a transmissão Xtronic. Ficaria tão mais fácil a Honda ter dito que tirou o câmbio de linha porque queria ganhar escala de produção com a transmissão de cinco marchas automática do Civic... No final das contas, é a verdade e pronto.

Em termos de espaço interno, o Sentra também se dá bem melhor do que Corolla e Civic. Ele tem entre-eixos maior que o do Toyota (2,69 m, contra 2,60 m do concorrente) e porta-malas maior que o do Civic (442 l contra 340 l).

As únicas coisas em que o sedã da Nissan fica devendo são uma suspensão traseira do mesmo nível da do Civic, que é multilink (o Sentra usa eixo de torção) e freios a disco nas quatro rodas. Ah, uma direção regulável em distância, e não só em altura, também seria muito bem-vinda.

Ao volante

Aparte a falta de regulagem do volante em distância, o Sentra oferece uma excelente ergonomia. É fácil se ajeitar no banco do motorista, na melhor posição possível, e colocar o motor em operação. Aliás, o novo Sentra SL tem um sistema muito interessante para isso: a chave i-key, que permite abrir as portas e ligar o carro sem tirá-la do bolso nem apertar os botões que ela traz. Só por sinais de rádio. Dá ao carro um toque de sofisticação que só se encontra em veículos bem mais caros, como um Mercedes-Benz CLS.

Os novos retrovisores retráteis parecem menores do que os anteriores e oferecem um pouco menos de visibilidade, mas é o preço que se paga por peças que não são tão frágeis quanto as anteriores. Compensa.

Em termos dinâmicos, não há muitas novidades em relação ao modelo anterior. Até porque o motor flex só ganhou 1 cv e não apresenta potências e torques diferentes com álcool ou gasolina. O motor poderia render bem mais com o combustível vegetal, mas, como já dissemos por aqui, os japoneses preferem um motor inquebrável a um que tenha mais potência que os demais concorrentes.

Suspensão e freios (a tambor, na traseira) continuam os mesmos. Os pneus, infelizmente, também. São os Bridgestone Turanza, de medida 205/55 R16, que não são ruins, mas cantam demais, como já havíamos apontado na avaliação anterior do Sentra, feita em agosto de 2007. Se fossem mais silenciosos, eles seriam mais interessantes.

Uma das esperanças de todo jornalista automotivo é que os consumidores leiam atentamente suas avaliações e consigam enxergar além da fidelidade a marcas (consumidor é cliente, não é torcedor), dando atenção a produtos que oferecem mais por menos. Por costume ou tradição, muitos só olham para o que vende mais, ou o que estão acostumados a comprar.

Enquanto mantiver essa atitude, o consumidor brasileiro continuará a pagar mais do que devia por um carro. E por um carro normalmente ultrapassado. Há exceções, como Kia Cerato e Nissan Sentra>. Que elas consigam pelo menos levar as pessoas a pensar. E a fazer compras melhores.

FICHA TÉCNICA – Nissan Sentra 2.0 S





MOTOR Quatro tempos, quatro cilindros em linha, transversal, quatro válvulas por cilindro, duplo comando de válvulas no cabeçote, com tempo de abertura variável (sistema CVVTCS), refrigeração a água, 1.997 cm³
POTÊNCIA143 cv a 5.200 rpm
TORQUE 199 Nm a 4.800 rpm
CÂMBIO CVT (transmissão continuamente variável)
TRAÇÃO Dianteira
DIREÇÃO Com assistência elétrica, por pinhão e cremalheira
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 16”, de liga-leve
PNEUS Dianteiros e traseiros Bridgestone Turanza 205/55 R16
COMPRIMENTO 4,57 m
ALTURA 1,51 m
LARGURA 1,79 m
ENTREEIXOS 2,69 m
PORTA-MALAS442 l
PESO (em ordem de marcha) 1.325 kg
TANQUE55 l
SUSPENSÃO Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com barra de torção
FREIOS Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS
PREÇO R$ 71,99 mil

25 de jan de 2010

Mais de dois milhões estão envolvidos na convocação da Toyota

Estão na lista os modelos: Avalon, Camry, Corolla, Highlander, Matrix, RAV4, Sequoia e Tundra, produzidos de 2005 a 2010

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Imagine só quase todos os veículos que saem das metrópoles nos feriados tem do de passar em uma concessionária para ser atendido por um recall.

Pois é, a Toyota anunciou uma nova convocação de 2,3 milhões de veículos nos Estados Unidos. Segundo o anúncio o problema nos modelos - Avalon, Camry, Corolla, Highlander, Matrix, RAV4, Sequoia e Tundra, produzidos entre 2005 e 2010 - pode estar no travamento do pedal do acelerador.

Este recall não está relacionado ao que foi anunciado em 2009. Na época, foi constatado que o tapete dos modelos da marca japonesa poderia ocasionar problemas.

22 de jan de 2010

Veja os lançamentos mais relevantes da indústria automotiva

Separamos as 10 avaliações mais quentes da indústria automotiva para você não perder nada do que passou

Durante 2009 o WebMotors levou aos internautas 66 avaliações sobre os modelos que foram lançados no mercado nacional. Escolher os automóveis mais importantes ou relevantes do ano foi uma tarefa difícil para a nossa equipe. Por isso, recorremos aos testes mais lidos. Ou seja, os 10 carros que lideraram a audiência da seção de testes do WebMotors.

1 – Fiat Punto T-Jet: Não é por acaso que o hatch turbinado aparece por aqui. Afinal, o carro marcou a volta dos sobrealimentados da Fiat ao mercado nacional. O Fiat Punto T-Jet tem 152 cv e 207 Nm de torque.

2 – Hyundai i30: Outro modelo que despertou a curiosidades do consumidor foi o modelo coreano. Com 145 cv e 190 Nm de torque, o i30 também foi o veículo que menos ficou na mão da equipe do WebMotors.

3 – Fiat Strada CD: A utilitária da Fiat rendeu discussões nas comunidades automotivas. Espaço para as pernas do ocupante do banco traseiro ou para a carga?

4 – Nissan Livina VS. Honda Fit: Quando o Nissan chegou a Honda até que se preocupou. Mas, os dois modelos são bem diferentes. Reveja o teste em que comparamos os dois monovolumes e tire as suas dúvidas.

5 – Honda City: Ele chegou para roubar o lugar dos sedãs compactos, mas tem preço de médio.

6 – Volkswagen Polo I-Motion: Os robotizados da Volkswagen chegaram para enfrentar os da Fiat. As diferenças são mínimas. Reveja a matéria do I-Motion.

7 – Chevrolet Agile: O lançamento da GM foi um dos mais esperados do ano.

8 – Ford Focus: novo modelo hatch da marca americana chega com motor 1,6-litro flexível em combustível.

9 – Volkswagen Fox: novo modelo da alemã chega com a cara do Polo europeu. Foram mudanças sutis que renderam fôlego ao compacto.

10 – Fiat Palio Dualogic: Transmissão robotizada se casou muito bem com o compacto italiano.

18 de jan de 2010

Inflação do Carro é a maior dos últimos cinco anos

O ano fechou com aumento de 8,41% nas despesas do motorista, que gastou R$ 851 para andar e fazer a manutenção do carro



A Inflação do Carro da Agência AutoInforme fechou 2009 com 8,41%, a maior variação deste 2004, quando o índice atingiu 11,29%.


Na verdade foi um bom ano para fazer a manutenção do carro. Rodar com ele é que foi caro. Isso porque, desta vez foi o álcool combustível o grande responsável pela alta do custo do motorista. O combustível, que teve grande aumento da procura com a ampliação da frota de modelos flex, subiu 19,07% no ano.

No primeiro semestre os preços de peças e serviços automobilísticos permaneceram estáveis. O índice da Inflação do Carro até julho era negativo: - 0,33%. A partir de julho, quando a oferta de álcool no mercado reduziu em relação à procura, o índice iniciou uma escalada de crescimento (veja no gráfico). Novembro foi o mês com o maior índice no ano, um aumento de 3,51%.

Além de ter um aumento de preço excepcional, o álcool é o item da cesta de produtos e serviços que mais pesa no custo de rodar a fazer a manutenção do carro. Sozinho, o álcool representa 20,72% das despesas do motorista no dia a dia.

As outras altas do ano foram nos serviços de alinhamento de direção, que ficou 16,72% mais caro, e do balanceamento de rodas, que teve alta de 15,42%. Esses serviços, no entanto, pouco influenciam na média final dos gastos, porque representam, juntos, apenas 1,31% nos gastos totais do motorista. Estacionar o carro também teve alta exagerada em 2009. O preço do estacionamento por hora ficou 13,64% mais caro, enquanto o preço do óleo do motor subiu 9,87% no ano.

A gasolina fechou o ano com alta de 2,93%

Os produtos (peças e combustíveis) fecharam o ano com alta de 10,99%. Os serviços ficaram 9,15% mais caros e o preço do seguro subiu 4,27%.

Na média, a despesa mensal com o carro foi R$ 851 durante o ano de 2009. Veja os produtos que mais influenciaram no índice:

- Itens que mais subiram em 2009

Álcool 19,07%
Alinhamento 16,72%
Balanceamento 15,42%
Estacionamento p/ 2 horas 13,64%
Óleo motor 9,87%

- Itens que menos subiram em 2009
Gasolina 2,93%
Lavagem simples 3,16%
Filtro de ar 3,38%
Franquia 3,64%
Seguro total 4,27%

14 de jan de 2010

Chevrolet mostrará Aveo RS em Detroit

Um dos destaques é o novo motor Ecotec de 1,4-litro turbinado de 140 cv
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A General Motors divulgou as imagens oficiais do Chevrolet Aveo RS, um conceito que antecipa como será o próximo hatch médio da marca norte-americana. A versão que será exibida no Salão de Detroit tem rodas de liga leve de aro 19” e grade frontal bipartida. Segundo a nota oficial, os elementos aplicados no modelo conceitual foram retirados do projeto Chevrolet Spark. Vale lembrar que em suas devidas proporções, afinal, o Spark é um modelo menor.
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Para enaltecer ainda o Aveo, o conceito RS traz faróis de neblina embutidos no conjunto óptico, entradas de ar localizadas nas laterais, escape duplo cromado localizado na parte central do pára-choque traseiro e maçanetas das portas dos passageiros posicionados ao lado dos vidros, detalhe utilizado pela Alfa Romeo e pela Peugeot.
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O interior também ganhou conotação esportiva, ele tem bancos em couro, volante revestido e console com a mesma cor do automóvel.
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O Chevrolet Aveo RS está equipado com um motor Ecotec de 1,4-litro, sobrealimentado por turbina, de 140 cv. O mesmo motor é o que está no novo Astra e que estará no futuro Cruze.
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A produção do Chevrolet Aveo está prevista para o fim deste ano, na fábrica de Orion, Michigan. A ideia é que a comercialização do carro se inicie em 2011.

11 de jan de 2010

Classe E Cabrio em Detroit para assumir o posto do CLK

Com lançamento na Europa agendado para o primeiro semestre de 2010, modelo exibe uma carroceria repleta de charme
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A gama Mercedes Classe E vai ficar completa com a adição da nova versão cabriolet. Com apresentação oficial confirmada para o Salão de Detroit – nos Estados Unidos – deste mês de janeiro, o modelo herda a boa base mecânica da configuração cupê e acrescenta novas tecnologias para permitir uma condução a céu aberto nas melhores condições.

Com lançamento na Europa agendado para o primeiro semestre de 2010, o Classe E Cabriolet exibe uma carroceria repleta de charme, que sobressai pela fluidez das linhas e pela tradicional, embora elegante, capota de lona. Com o benefício das motorizações do já conhecido Classe E Coupé, o Cabrio chama a atenção pelos padrões de segurança, com soluções nunca antes vistas em um modelo da marca alemã.
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A começar pela parte externa, o Classe E Cabriolet tem no seu design um trunfo impossível de não ser notado. O modelo é simplesmente irresistivel qualquer que seja o ângulo, e seduz pela sua frente que parece mergulhar, pela traseira clássica e imponente e pelo elegante perfil curvilíneo. A capota de lona é integrada de forma natural à carroceria, com fluidez e equilíbrio. O processo de abertura e fechamento da capota é totalmente automático e demora apenas 20 segundos, podendo ser efetuado em velocidades de até 40 km/h. Quando recolhida, a capota fica guardada em um compartimento na parte traseira, isolado do porta-malas através de uma cobertura retrátil, que desliza para dentro do porta-malas quando a capota está recolhida. O que permite adicionar mais 90 litros à capacidade da bagageiro, totalizando 390 litros.
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Mas a grande inovação deste cabriolet é sistema chamado "aircap". Ele utiliza um difusor localizado entre os dois bancos traseiros e se junta a um outro difusor que se ergue das molduras do para-brisas, até uma altura de 6 cm.

Tudo para isolar o habitáculo de turbulências e ruídos aerodinâmicos. Forma uma espécie de barreira de vento que pode ser ativada em velocidades próximas dos 160 km/h. Os ocupantes podem contar ainda com outro sistema chamado "airscarf" – algo como "cachecol de ar".

Incorporado nos encostos de cabeça, ele serve para aquecer as nucas e pescoços do motorista e passageiro. Além disso, a capota em lona tem um revestimento acústico especial que, segundo a marca alemã, permite manter uma conversação em tom normal no habitáculo mesmo a velocidades acima dos 200 km/h. O Classe E Cabrio também é o conversível mais aerodinâmico do mundo, com coeficiente aerodinâmico de 0,28 Cx.

Os padrões de segurança do Classe E Cabriolet foram incrementados com a introdução de vários reforços na coluna A e de arcos anticapotamento, localizados atrás do encosto de cabeça traseiros. A versão é também o primeiro cabriolet da Mercedes equipado com airbags de cabeça. Ao todo, são sete airbags de série, bem como os tradicionais dispositivos eletrônicos.

Nas versões mais equipadas são inclusos ainda os sofisticados sistemas "Attention Assist" e o "Pre-Safe". O primeiro detecta o cansaço do motorista e o alerta para não dormir ao volante.

Já o "Pre-Safe" ajusta os limitadores de força dos cintos e regulando os bancos em caso de uma colisão. A gama de motores inclui cinco opções.
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Serão duas unidades a diesel: a 250 CDI de 204 cv e a 350 CDI de 231 cv. Os propulsores a gasolina são os E250 CGI de 204 cv, E350 CGI de 292 e o poderoso E500 de 388 cv.

Nelson Oliveira da AutoMotor/Portugal – especial para AutoPress

7 de jan de 2010

Fiat Palio 1.0 convence por causa dos equipamentos e estilo

Modelo compacto da marca italiana tem personalidade, mas ainda fica no meio termo do Mille e do VW Gol
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Todo o mês o Volkswagen Gol vende o dobro do volume registrado pelo Fiat Palio. A Fiat só consegue quebrar a hegemonia do Volkswagen Gol no volume de vendas com a ajuda do Fiat Mille.

O valor sugerido pela Fiat para o Palio 1.0 ELX (duas portas) é de R$ 27,70 mil para a praça paulistana. Já o Volkswagen Gol 1.0 (duas portas) tem um preço sugerido de R$ 28,85 mil. O Palio Economy custa R$ 25,58 mil e o Gol G4 tem um valor sugerido de R$ 25.728, os dois estão citados aqui porque os dois fabricantes não os separam quando o assunto é registrar o volume de vendas. O Mille, que tanto ajuda a Fiat na hora da soma para decidir o ranking das marcas mais vendidas, custa R$ 22,94 mil. Logo, só no segmento de entrada há cinco opções, com valores em cascata, que podem deixar o consumidor em dúvida. Os cinco estão entre as três primeiras colocações.

O Palio avaliado cumpriu bem o que prometeu: Ofereceu conforto sem desempenho e economia sem deixar de lado o design.
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Motor

O Palio é equipado com um de quatro cilindros em linha de 75 cv de potência máxima. Entre os quatro modelos citados acima, o modelo da Fiat é o segundo mais potente, perdendo, por apenas um “cavalinho”, para o novo Gol. Acontece que, dos modelos citados, o Palio ELX é o mais pesado de todos. Com 970 kg, o automóvel da Fiat tem uma relação peso/potência de 12,9 kg/cv. Para ter ideia, o segundo colocado do ranking peso/potencia é o Gol G4 com 12,3 kg/cv, sendo o vencedor dessas relações o novo Gol (12,2 kg/cv).

Segundo a Fiat, o Palio ELX atinge a velocidade máxima de 157 km/h quando abastecido a álcool e acelera de 0 a 100 km/h em 15,2 s. O Mille, por exemplo, acelera de 0 a 100 km/h em 14,7 s com o mesmo combustível. No circuito urbano o propulsor do Palio dá conta do recado, porém é na estrada que ele precisa de um embalo, algo natural na classe dos populares.
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Dos cinco veículos apontados pelo WebMotors nessa reportagem o Mille e o Palio são os que apresentam o maior porta-malas, 290 l de capacidade. O nível do ruído interno do Fiat Palio é um dos mais baixos se comparado com os outros modelos populares.

Apesar de o Palio oferecer um das menores relações peso/potência da categoria, o giro do seu motor Fire é agradável, ao famoso estilo dos propulsores com sangue italiano. A transmissão é suave e conta com engates precisos, oferecendo agilidade nos circuitos urbanos. Na estrada, o Palio sofre um pouco e age como qualquer automóvel com motor 1-litro.

Um detalhe que faz falta no Palio ELX é a regulagem de altura do banco do motorista. Afinal, o Fiat oferece uma posição elevada de condução. Ponto negativo para a ergonomia.

Conforme as medições do WebMotors (tanque a tanque e em condições normais de condução), o Palio registrou 10 km/l na cidade e 18 km/l na estrada, ambas as situações com gasolina. No caso da cana, o Palio fez 7,5 km/l e 13 km/l respectivamente.

Comprar ou não comprar?

O seguro do Palio ELX 2010 para um homem casado, com mais de 40 anos, que mora no centro de São Paulo é de R$ 2 mil. Já o seguro do novo Gol para uma pessoa com o mesmo perfil do citado acima é de R$ 2,7 mil.
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O Cesvi também avalia a visibilidade dos dois modelos e o índice de segurança. O Fiat Palio marcou três estrelas na visibilidade e duas e meia no índice de segurança. Já o Gol registrou três estrelas e meia e duas, respectivamente.

O Fiat Palio é um veículo popular que oferece conforto, sem desempenho. Ele é mais barato para assegurar e conta com o, conhecido e aceito pelos mecânicos, motor Fire. Uma boa compra se você pretende sair da fase Mille ou Celta. O primeiro passo para você deixar de lado os hatches de entrada.
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FICHA TÉCNICA – Fiat Palio 1.0 ELX

MOTOR Quatro tempos, quatro cilindros em linha, transversal, duas válvulas por cilindro, comando no cabeçote (OHC) e refrigeração a água, 999 cm³


POTÊNCIA75 cv (com álcool) e 73 cv (com gasolina) a 6.250 rpm


TORQUE 9,9 kgm (com álcool) e 9,5 kgm (com gasolina) a 4.500 rpm


CÂMBIO Manual de cinco velocidades


TRANSMISSÃO Dianteira


DIREÇÃO Hidráulica, por pinhão e cremalheira


RODAS Dianteiras e traseiras em aro 14”, de liga-leve


PNEUS Dianteiros e traseiros 175/65 R14


COMPRIMENTO 3,84 m


ALTURA 1,43 m


LARGURA 1,64 m


ENTREEIXOS 2,37 m


PORTA-MALAS 290 l


PESO (em ordem de marcha) 970 kg


TANQUE48 l


SUSPENSÃO Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com braços oscilantes


FREIOS Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira


PREÇO R$ 27,70 mil

4 de jan de 2010

Retrospectiva automotiva no Brasil

O ano de 2009 tinha tudo para o setor automotivo sentir as turbulências do colapso financeiro global de setembro de 2008. Mas a onda que ocorreu foi mesmo de lançamentos. Apesar do quadro desfavorável que se pintava, a “mãozinha” do Governo Federal, principalmente com a redução do IPI, manteve o mercado local aquecido e os lançamentos na pauta de 2009. De quebra, com os mercados em recessão lá fora, por conta dessa mesma crise que fazia marolas aqui dentro, sobraram veículos para serem importados. Com isso, os últimos 12 meses foram repletos de novidades. Mais de 130 lançamentos, entre produtos inéditos, versões de acabamento, novas motorizações, séries especiais e renovações para a linha 2010.
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O panorama favorável abriu as portas do mercado brasileiro até para modelos onde a racionalidade passa longe. São os estilosos modelinhos retrôs ou “fun cars”, que têm no visual o principal apelo. O Mini Cooper, compacto de luxo retrô da marca inglesa controlada pela BMW, foi um dos primeiros. Chegou com versões hatch e cabrio e preços acima de R$ 80 mil para brigar em um nicho onde o que importa é chamar a atenção. Mesma lógica do Cinquecento, da Fiat, subcompacto polonês que aportou por aqui com suas linhas simpáticas e modernosas. E também do Smart Fortwo, minicarro para dois ocupantes que tenta emplacar no Brasil com o marketing de motor pouco beberrão e carrinho fácil de estacionar em qualquer vaga. Além desses com estilo “mignon”, o Brasil também conheceu o Kia Soul, um crossover ousado que usa a própria indefinição de sua carroceria para fazer seu cartaz.

Mas o ano também foi das chamadas “plataformas para países emergentes” chegarem ao Brasil. No primeiro semestre surgiu a Nissan Livina – e na sequência suas derivações Grand Livina, com sete lugares, e “aventureira” X-Gear. Primeiro automóvel de passeio da marca japonesa feito no Brasil, a minivan chegou explicitamente para atacar as boas vendagens do Honda Fit. Não chegou a fazer coceira no exemplar da Honda, que estava mais preocupada em lançar o City, seu carro para emergentes no segmento de sedãs compactos premium, criado para rivalizar com Volkswagen Polo e Fiat Linea.
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Aliás, foi o City que mexeu na linha da própria Honda. Com preços a partir de R$ 56 mil, acabou por abocanhar parte das vendas do Civic. A Toyota aproveitou a divisão do rival e lançou uma nova versão intermediária do Corolla – GLi. Deu certo, tanto que agora chega no fim do ano à frente nas vendas entre os sedãs médios. Já entre os compactos, com uma perfomance de vendas bem mais discreta, a Renault remodelou profundamente o Clio sedã para criar o Symbol com a proposta de ser um sedã compacto premium.

Volks e Fiat não ficaram paradas. A marca alemã dotou o Polo de versões Bluemotion – com apelo de modelos mais eficiente em consumo e emissões – e i-Motion – com câmbio automatizado –, enquanto o fabricante italiano criou novas configurações de entrada, mais baratas, para o Linea. Mas o principal lançamento entre os compactos foi mesmo o Agile. O hatch iniciou a nova linha da General Motors, que deve ganhar derivações sedã e crossover em 2010.

Entre os hatches médios, novidades e surpresas. Com a habitual política de preços agressiva, a Hyundai alçou o i30 a líder do segmento, superando o Vectra GT, que passou por uma reestilização juntamente com sua derivação sedã. Também ficaram para trás o Astra, que passou por um leve face-lift, o Golf, que viveu 2009 à base de séries especiais, e o Stilo, que recebeu uma nova versão top Blackmotion. O modelo sul-coreano ainda vendeu mais que duas outras novidades: a derivação dois volumes do Citroën C4, que surgiu no primeiro semestre, e o novo Ford Focus, que no apagar das luzes de 2009 finalmente ganhou motor 1.6 16V flex.

A Ford, aliás, também tentou oferecer mais resistência à S10. Tanto que remodelou profundamente a Ranger e criou versões mais baratas para brigar de igual para igual com o exemplar da Chevrolet. Não teve sucesso, assim como a Saveiro, que ganhou nova geração, mas não conseguiu ameaçar a incontestável liderança da Strada e tampouco ultrapassar a Montana entre as pick-ups compactas. O modelo da Fiat, aliás, se antecipou ao lançamento da Saveiro e criou uma configuração cabine dupla. Já o modelo da GM tratou de lançar versões intermediárias da Montana para garantir a segunda colocação.
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No segmento de alto luxo, a liderança não é o alvo principal. O mais importante é mostrar a capacidade tecnológica e de requinte. Nessa vertente, a Mercedes iniciou a importação da nova geração do Classe E, justamente para brigar com o Audi A6 remodelado, que também começou a ser vendido em 2009. Os crossovers de luxo também marcaram presença. A mesma Audi trouxe o Q5 para atuar em um nicho onde estrearam no Brasil este ano Mercedes GLK e Volvo XC60. E até a Ford resolveu brincar nesse nicho com o Edge. Isso sem falar na Volks, que trouxe para cá o Tiguan. Mas a marca alemã quis mostrar que também sabe fazer carros estilosos e iniciou a importação do conversível Eos e do cupê quatro portas Passat CC. Afinal, no mercado brasileiro, pelo visto, há espaço para todos.
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Retrospectiva 2009 - Novidades automotivas mês a mês

Janeiro

# A Fiat fez uma reestilização no Palio, que adotou a mesma frente do sedã Siena e ganhou motor 1.0 mais potente de 73/75 cv.
# A Nissan começou a fabricar a Livina em São José dos Pinhais, no Paraná.
# A Fiat Strada Fire recebeu um upgrade no propulsor 1.4 flex, com 85/86 cv.
# A Fiat encerrou a produção da versão Abarth do Stilo.
# O Honda Civic passou por uma reestilização.
# A GM aumentou a potência dos motores 1.0 flex do Celta e Classic, que passam a gerar 77 /78 cv.
# A Citroën começou a importar o C4 Picasso de cinco lugares.
# A Ford iniciou as vendas do crossover Edge no Brasil.
# O Chevrolet Prisma 1.4 ganhou mais potência: 95/97 cv.

Fevereiro

# A GM lançou uma versão de entrada da Captiva, com propulsor 2.4 de 171 cv.
# O Chevrolet Vectra passou por uma reestilização sob a alcunha de Next Edition e o motor 2.0 passou a gerar 140 cv com etanol.
# A Renault aposentou a motorização 2.0 16V da Scénic.
# A Volvo lançou o crossover médio-grande XC60.
# A Kia começou a importação do Mohave.
# A Audi lançou o A4 Avant, derivação station wagon do seu sedã médio.
# A Volkswagen encerrou a fabricação do Golf GTI.
# A Volkswagen lançou uma edição especial do SpaceFox, chamada Route.

Março

# A Volkswagen começou a comercialização do conversível Eos no Brasil e do cupê quatro portas Passat CC.
# A GM promoveu um face-lift no Vectra GT, sob o nome de Remix, e o motor 2.0 agora gera 133/140 cv.
# A Mitsubishi fez uma leve reestilização no Pajero Sport.
# A Citroën começou a vender a versão hatch do C4, feito na Argentina.
# A Fiat apresentou uma nova versão top do Stilo, denominada Blackmotion.
# A Volkswagen equipou o sedã médio Bora importado do México com motor 2.0 8V flex de 116/120 cv.
# O Polo ganhou duas novas versões: Bluemotion, voltada para economia, e E-Flex, esta sem reservatório adicional de gasolina para partidas a frio.
# A Mercedes lançou o CLC 200 K, cupê fabricado em Juiz de Fora, Minas Gerais.
# Surgiu a versão T-Jet do Fiat Punto, com 152 cv.
# O Prisma com motorização 1.0 começou a ser vendido.
# A BMW iniciou a importação das versões reestilizadas do Série 3.
# Chegou ao Brasil a linha reestilizada do médio-grande Peugeot 407.
# A Renault lançou o Symbol, sedã compacto que usa a plataforma do antigo Clio e é feito na Argentina.
# A Nissan estreou o Livina, minivan média feita no Paraná.
# A Fiat lançou uma nova versão inicial do renovado Siena, a EL 1.0.
# Chegaram as novas versões a gasolina da reestilizada Toyota Hilux SW4: 2.7 16V de 158 cv e 4.0 V6 de 238 cv.
# A Kia começou a vender a versão diesel V6 de 250 cv do Mohave.
# O Clio Campus ganhou uma série limitada denominada Get Up.
# A Mitsubishi lançou a edição especial L200 Savana 15 Anos Mitsubishi MotorSports.
# O Smart ForTwo chegou oficialmente ao Brasil.

Abril

# A Suzuki passou a vender a versão V6 do Grand Vitara com 232 cv.
# Chegou a vez da Chevrolet Zafira receber o motor 2.0 retrabalhado.
# A linha Mégane ganhou uma série chamada Extreme.
# A SsangYong passou a vender uma versão mais barata do Actyon com motor 2.3 de 150 cv.
# A BMW lançou o Mini Cooper.
# A Renault lançou uma nova opção 1.6 8V Hi-Torque para o Symbol.
# Começou a importação da nova geração da BMW Série 7.
# O Tiida passou a ter motor 1.8 16V flex, com 125/126 cv.
# A Volkswagen começou a importar o crossover médio Tiguan.
# A Ford lançou o Fusion 2010 reestilizado com nova versão 3.0 V6 de 243 cv.

Maio

# A Chevrolet Blazer passou a ser oferecida apenas na versão Advantage.
# A Fiat criou versões mais em conta do Linea: LX
1.9 16V e LX 1.9 16V Dualogic.
# A Volkswagen lançou a série especial Fox Sunrise.
# A Citroën passou a importar a nova geração do C5.
# A Audi lançou o Q5, menor utilitário esportivo da marca.

Junho

# A Volks criou versões Titan para Parati e Saveiro.
# Chegou ao Brasil a nova geração da Mercedes Classe E.
# A BMW apresentou a nova geração do Z4 e a versão Cabriolet S do Mini Cooper.
# A Hyundai começou as vendas do i30.
# A Land Rover lançou duas séries especiais para o Defender: Fire e Ice.
# Chegaram os modelos da linha C8 marca holandesa Spyker.
# A Mitsubishi Pajero Sport adotou motor V6 flex de 200/205 cv.
# Chegou a vez da Grand Livina ser lançada, versão maior e para sete passageiros da minivan média da Nissan.
# A Volvo estreou uma nova configuração do C30 com motor 2.0 e câmbio automatizado de seis marchas, enquanto a versão 2.4i intermediária saiu de cena. O médio-grande S60 2.0 T e o grande S80 3.2 também deixaram de ser importados.
# A Fiat lançou uma versão ELX com motor 1.8 para o Idea.
# Surgiu a configuração cabine dupla da pick-up compacta Fiat Strada.


# A Audi mostrou o novo A6.

Julho

# A Renault reestilizou a linha 2010 do Mégane.
# Foi lançada outra edição limitada do Sandero, a Vibe.
# A Renault fez uma reestilização no seu utilitário Master e dotou a linha de câmbio manual de seis marchas.
# A Fiat estendeu o câmbio automatizado para Palio ELX, Siena HLX, Idea Adventure e Palio Adventure, sempre com motor 1.8.
# A General Motors promoveu um face-lift discreto no Astra.
# A Mitsubishi lançou a Pajero Dakar, utilitário esportivo médio derivado da L200 Triton importada da Tailândia.
# A Volkswagen colocou no mercado uma edição especial Silver Edition do Golf, limitada em 50 unidades.
# A Citroën parou de trazer ao Brasil o C4 VTR, que foi reestilizado na Europa.
# A Ford fez uma profunda remodelação na linha Ranger.
# A Volks lançou o Polo i-Motion, com câmbio automatizado.
# O modernoso Soul foi lançado pela Kia.
# A Honda apresentou o City, sedã para brigar com compactos premium mas com preços acima de R$ 56 mil.

Agosto

# A Porsche passou a oferecer uma versão mais barata do SUV de luxo Cayenne, batizada como Sport e com motor V6 3.6 de 290 cv.
# A Renault melhorou o conteúdo do Clio Campus, que passou a contar de série com desembaçador traseiro e preparação para som.
# A Suzuki passou a importar o SX4, hatch com tração nas quatro rodas.
# Chegou a nova geração do Kia Cerato.
# A Ford promoveu um reposicionamento das linhas Fiesta e F-250.
# A Chery começou a vender no Brasil o utilitário esportivo compacto Tiggo.
# Estreou a Livina X-Gear, versão com apelo aventureiro do monovolume médio.

Setembro

# A Fiat equipou a Ducato com um novo motor Multijet 2.3 turbodiesel de 127 cv e 30,7 kgfm.
# A Jaguar passou a oferecer no Brasil uma versão mais nervosa do esportivo XKR, equipada com um motor V8 5.0 de 510 cv.
# A Citroën lançou uma série do C3 chamada França-Brasil.
# A versão Trekking do Fiat Palio Weekend ganhou opção de motor 1.8.
# A Mitsubishi reestilizou a Pajero TR4 Flex.
# A CN Auto lançou uma versão para oito passageiros da van Towner.
# A Porsche apresentou oficialmente o Panamera na Daslu, em São Paulo.
# A Fiat lançou uma nova configuração de entrada com visual novo da Strada, a Working.
# A Mercedes resolveu trazer a versão mais esportiva do roadster SLK 200 K, batizada de Sport, com propulsor 1.8 de 184 cv.

Outubro

# A Fiat lançou uma versão de entrada para o Stilo, Attractive.
# A BMW começou a vender uma versão de entrada da configuração conversível do Mini Cooper.
# A General Motors lançou o Agile, o primeiro exemplar do Projeto Viva, sua nova linha de compactos.
# Mais um “fun car” desembarcou no Brasil: o Fiat Cinquecento.
# A Land Rover deu um “tapa” no visual da linha 2010 do Freelander 2.
# A Audi lançou a linha 2010 do seu maior SUV, o Q7.
# Desembarcou no Brasil o Outlander GT, o renovado crossover da Mitsubishi.
# A Mercedes apresentou o E350 Coupé, modelo que ocupou o lugar do CLK.
# A Volkswagen equipou versões Voyage e Gol com a caixa automatizada i-Motion.
# A linha 2010 da Toyota Hilux, tanto pick-up quanto SW4, ganhou mais itens.
# A Audi estreou no Brasil o RS6, versão nervosa do A6 com motor V10 biturbo de 580 cv.
# A BMW decidiu vender no Brasil uma versão mais “em conta” do 320i, a Joy.
# O motor 3.5 V6 flex que estreou na Mitsubishi Pajero Sport passou a equipar a linha 2010 da L200 Triton.
# A Volks reestilizou o Fox para enfrentar o Agile.

Novembro

# A linha 2010 da Mitsubishi Pajero Full recebeu um upgrade em seu motor turbodiesel 3.2, que passou a oferecer 200 cv e 49 kgfm.
# A Volkswagen fez mais uma edição especial para o Golf: a série Black Edition.
# A Mahindra lançou a versão chassi-cabine simples de sua pick-up montada na Zona Franca de Manaus.
# A Peugeot acabou com a linha 206 e lançou uma versão mais em conta do 207, a X-Line 1.4.
# A GM criou duas versões intermediárias para a Montana, Sport e Arena, ambas com motor 1.4.
# A Fiat promoveu uma remodelação na linha Doblò, que também ganhou opção de motor 1.4 de 85/86 cv e sexto assento de série.
# A GM lançou dois kits de estilização para os modelos Celta, Corsa e Meriva.

Dezembro

# A Volkswagen começou a fabricar a Amarok, sua primeira pick-up média, na planta de Pacheco, na Argentina. Será lançada em março de 2010 no Brasil.
# Na carona da reestilização do Fox, surgiu o CrossFox 2010.
# A linha 2010 da Chevrolet Captiva ganhou novos equipamentos.
# A Honda deu um levíssimo tapa no visual do CR-V.
# A Citroën ressuscitou a versão furgão da Jumper, com teto alto e volume do baú para 10 m³.
# A Audi apresentou o S3, versão nervosa do A3, e o roadster TTS.
# A Ford dotou o novo Focus com motor 1.6 16V flex da linha Sigma, que gera 110/115 cv.

http://www.webmotors.com.br/webmotors/ssRevista/_fotos/a2212ap8_grande.jpg

* Fotos:
Mini Cooper: divulgação
Fiat Cinquecento: Luiza Dantas/Carta Z Notícias
Kia Soul: Fernando Miragaya/Carta Z Notícias

Nissan Livina: Luiza Dantas/Carta Z Notícias
Honda City: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
Renault Symbol: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias
Hyundai i30: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias
Ford Ranger: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
Mercedes-Benz Classe E: Luiz Humberto Monteiro Pereira/Carta Z Notícias
Audi Q5: divulgação

2 de jan de 2010

Setor automotivo projeta ainda mais crescimento em 2010

Depois de superar facilmente a crise de 2009, setor automotivo projeta ainda mais crescimento em 2010

O ano de 2010 promete uma combinação tão positiva que nem mesmos um setor tão cético quanto o automotivo consegue esconder o otimismo. Depois de 2009 passar assoviando pela crise financeira global iniciada em setembro de 2008, o mercado ainda conta, em 2010, com desconto do IPI até março, eleições e Copa do Mundo, eventos sempre favoráveis ao consumo. Por esta razão, a própria Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores –, durante sua última coletiva no início de dezembro, já revia alguns números. A entidade acredita que 2010 pode fechar com 3,40 milhões de unidades vendidas, 9% a mais que as estimadas 3,11 milhões de 2009.

Muito desta euforia se concentra principalmente nos três primeiros meses do ano que vem. É até lá que está mantido o desconto para o Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI – para os modelos com motores flex até 2.0 litros. “Outros setores ajudam o país e o setor, como o agrícola e o industrial. Mas o aumento do crédito com o desconto do IPI formam a combinação perfeita”, reconhece Marcos de Oliveira, presidente da Ford. Mesmo assim, alguns executivos acreditam que o mercado pode se sobressair mesmo após o fim do desconto da alíquota. “As consequências do IPI estão arrefecendo, o consumidor já se acostumou. É um motivador, mas é um motivador menor”, pondera José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors.

O cenário que vai configurar 2010 também deve servir de empurrão para o setor.
Afinal, em ano de eleições a prática usual é estimular o consumo. E Copa do Mundo também costuma deixar o consumidor mais feliz e “mão aberta”. Isso sem contar o salão do Automóvel de São Paulo, no fim do ano. “São fatores que sempre alavancam as vendas no geral. Vamos ter outros tipos de incentivo, principalmente no quesito de facilidades para financiamentos. Contudo, o mercado já se acostuma a viver sem ajuda do governo”, aposta o consultor Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive. “Ano eleitoral tende a favorecer consumo. Acho difícil termos medidas antipopulares. O cenário que se desenha é de incentivo ao consumo”, faz coro Dario Gaspar, presidente da consultoria AT Kearney.

De qualquer forma, 2010 também promete um resultado inusitado. Pela primeira vez, o mercado interno pode ultrapassar a produção. Isso por conta das exportações em queda e das importações em alta. Fruto, é claro, da questão cambial e dos mercados lá fora mais retraídos que o brasileiro. As previsões da Anfavea apontam para produção de 3,39 milhões unidades, sendo 530 mil dirigidas à exportação – contra as esperadas 470 mil de 2009. A participação de importados no mercado interno deve passar de 15% em 2009 para 16% em 2010 – uma elevação de 465 mil para 545 mil unidades.

De qualquer forma, tão certo quanto ocorrer eleições e Copa do Mundo é a expectativa – mesmo que velada – do setor para uma alteração de taxas cambiais e de juros. Ou seja, o mercado mais uma vez deve ter no segundo semestre uma nova mãozinha do governo. “Pode ser que em algum momento o Governo mexa no dólar para ajudar as exportações”, arrisca Domingos Boragina Neto, diretor de Marketing da Citroën. “É claro que o dólar a R$ 1,70 não ajuda a competitividade do produto brasileiro, mas as medidas que já foram adotadas pelo Ministério da Fazenda e discutidas pelo Banco Central sinalizam uma clara vontade do governo de alguma coisa ser feita para evitar essa pressão sobre o produto nacional”, torce Jackson Schneider, presidente da Anfavea.

Instantâneas

# A produção de veículos automotores no Brasil deve fechar 2009 em 3,22 milhões de unidades e a previsão para 2010 é de produção de 3,39 milhões de unidades, segundo a Anfavea.
# A indústria automobilística no Brasil em 2008 faturou R$ 146 bilhões.
# Em 2009, o setor automotivo deve representar quase 6% do PIB nacional e 23,3% do PIB da indústria.
# Até março, a alíquota do IPI para os flex se mantém em 3% para motores até 1.0 e em 7,5% para veículos até 2.0, enquanto os modelos a gasolina pagam 13%.

Incertezas externas

A balança comercial no setor automotivo há alguns anos tende para o lado das exportações. Com várias fábricas instaladas por aqui e preços competitivos, o Brasil se tornou uma espécie de polo exportador de veículos, principalmente para a América Latina. Mas depois da crise financeira de setembro de 2008, os mercados compradores se retraíram. Para completar, o dólar abaixo de R$ 2 deixou os produtos nacionais pouco competitivos. Resultado, queda de 38% no volume exportado em 2009 até novembro na comparação com os 11 primeiros meses de 2008. “Perdemos a competitividade por conta do dólar e a falta da competitividade nos coloca em uma situação negativa de resultado financeiro. A GM exportava para 40 países, hoje exporta para seis. Já tivemos a marca de US$ 1,6 bilhão só com exportação. Hoje, se for US$ 300 milhões já está bom”, diz José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM.

Mesmo assim, a Anfavea reviu suas projeções para exportações de veículos em 2010. As vendas para fora devem fechar 2010 em 530 mil unidades, aumento de 12,8% na comparação 2009. Mesmo assim, com mexidas esperadas na taxa cambial e incentivos à exportação, os veículos “made in Brazil” não terão vida fácil. Além de mercados ainda retraídos lá fora, muitos países podem tentar se proteger de produtos estrangeiros, pelo menos nos primeiros meses de recuperação pós-crise. “Não adianta ter produto a um preço mais baixo se ninguém tiver dinheiro. Além disso, ocorrer um protecionismo velado em alguns mercados”, acredita Dario Gaspar, da consultoria AT Kearney.