30 de set de 2010

Novo Uno: Um autêntico Fiat.

88º, 89º e 90º Dias

 

Minha mãe sempre foi fã dos carros da Fiat. Tivemos alguns 147, três Premio e um Tempra. Em 1995, a dona Sonia comprou um Astra daqueles importados da Bélgica (um belo carro, aliás) e acabou não voltando mais para a marca. Lembro que sempre perguntávamos o que ele gostava tanto nos Fiat. A resposta era simples: “Eu gosto porque o banco deles é confortável e alto”. Era uma característica de todos os produtos da montadora que conquistou uma compradora fiel e permanece nos modelos da fabricante de Turim (inclusive o Uno) até hoje.
E se a Fiat atingiu a liderança de vendas do mercado nacional, é de se acreditar que esses traços de seus produtos desenvolvidos ou adaptados para o Brasil estejam agradando em cheio. No Uno, porém, um deles não me agrada: a maciez da suspensão, também característica da maioria dos Fiat (Punto e Linea são as exceções).
Rodando com o Uno no fim de semana, pude simular algumas trocas de faixa mais rápidas em uma estrada vazia e dentro dos limites de velocidade. Resultado: o Uninho balança bastante quando recebe um “golpe” em sua direção. O mesmo acontece nas curvas mais rápidas e freadas fortes. Em contrapartida, ele oferece mais suavidade nos buracos em comparação a modelos de sua categoria que apelam para uma suspensão mais rígida na busca  por uma dirigibilidade mais apurada.
Na prática e para 90% dos motoristas isso não muda muita coisa. Quem compra um Uno, em tese, busca um meio de transporte barato e eficiente e quer mais é ter conforto do que eficiência em curvas rápidas. Mas, como nossa missão aqui é mostrar o carro além do trivial, é importante dizer: o Uno é confortável e tem uma boa suspensão para encarar os buracos, mas não chega nem perto de ter um apelo mais esportivo. Talvez esportivo não seja nem o termo. Ele é “asséptico” para quem aprecia os momentos ao volante.
Barulhos e inconvenientes
O barulho na suspensão relatado pelo Márcio Murta deixou uma má impressão durante o fim de semana. Certamente algo está solto na parte debaixo do Uno, o que causa até certa preocupação ao passarmos em valetas maiores.
Também notei algo estranho no funcionamento da injeção eletrônica em baixas rotações. Com uma 2ª marcha engatada a menos de 2.000 rpm (aquela situação em que você acaba de fazer uma curva e vai retomar velocidade ou desacelerou para deixar outro veículo que vinha em sentido oposto passar numa rua estreita), ele parece querer injetar mais combustível que o normal, acelerando o Uno e exigindo que se neutralize o carro na embreagem antes do normal.
Isso nos obrigará a levar nosso quarto Uno à concessionária no Teste dos 100 Dias. Um pouco demais, não?

29 de set de 2010

Novo Uno: Agrada na estrada.

83º, 84º e 85º dias

Utilizei o Uno 1.4 Attractive nestes 83º e 84º dias e o modelo apresentou alguns sinais de desgaste. Além da direção estar puxando levemente para a direita, a suspensão dianteira esquerda está emitindo um ruído incomum quando o compacto trafega em vias mal pavimentadas. Teremos que levá-lo a uma concessionária para averiguar o problema.
Como o modelo cedido para testes chegou a nossa redação com 8.654 km e certamente passou pelas mãos de diversos outros motoristas, todavia, é possível que o Uno não tenha recebido cuidado adequado. É importante avaliar em uma autorizada, portanto, qual é a origem e causa do ruído, antes criticar a durabilidade destes componentes mecânicos do compacto.
No mais, como era de se esperar após 84 dias de uso, o “Uninho” não apresentou nenhuma grande novidade no dia-a-dia. Reitero, apenas, o que disse Miotto disse no Post anterior sobre a cor do modelo: ela chama muito a atenção. Na realidade, o Amarelo Citrus chama tanto a atenção, que alguns cidadãos parecem se incomodar com a pigmentação do Uno e não hesitam, além de olhar espantados, a xingar. Também aconteceu comigo.

 

Diversas pessoas rejeitam a cor do Uno 1.4 Attrative. O que há de errado?
Consumo

Durante o período que trafeguei, aproveitei para calibrar os pneus do compacto (que estavam com 26 psi, ante os 28 psi recomendados pela fábrica) e fechar sua média de consumo. Com gasolina, o modelo realizou média de 9,7 km/l em ciclo urbano, o que demonstra que o Uno possui potencial para superar com facilidade os 10 km/l neste tipo de teste, se utilizar gasolina.
Faço tal afirmação porque, além de ter sido dirigido por 5 pessoas diferentes neste período (que possuem modos distintos de guiar), o Uno foi utilizado em condições diferentes do teste padrão de consumo: eu, por exemplo, trafeguei por regiões com muitas ladeiras e cheguei a andar com a lotação máxima permitida para o modelo, o que afeta a média.
Após completar o tanque com etanol, em vez de gasolina, utilizei o Attractive para uma viagem a trabalho até Sorocaba (SP). Trafegando entre 100 km/h e 120 km/h, o modelo realizou consumo médio de 13,0 km/l em uma primeira parcial. É importante citar que quando reabasteci o Uno, 34,75 litros de etanol foram colocados em seu tanque, o que significa que ainda existiam aproximadamente 12 litros de gasolina no reservatório. Ou seja, o modelo trafegou com uma mistura de ¾ de etanol e ¼ de gasolina.
Em Sorocaba, rodei por 61 km entre ruas e pequenas estradas com o total de 4 ocupantes, e obtive consumo médio de 9 km/l. Após reabastecido, o Uno trafegou por mais 115 km em rodovias até retornar para São Paulo e atingir consumo médio de 13,7 km/l em rodovias. Nada mal.
Na estrada
O Uno 1.4 Attractive agradou na estrada. Embora tenha dirigido buscando otimizar o consumo de combustível durante todo o trajeto, o que não me permitiu uma eventual retomada de velocidade ou aceleração que exigisse mais do motor, o modelo trafegou com muita disposição no percurso. Parte da energia do compacto está, como dissemos anteriormente, em seu câmbio com relações curtas, o que deixa o giro do motor sempre elevado.
As fotos abaixo foram tiradas durante a viagem e explicam a afirmação acima.


A 100 km/h o motor Uno gira a exatos 3.000 RPM



A 120 km/h o indicador de RPM do motor aponta pouco mais de 3.500 giros

Embora acredite que este o Uno 1.4 Attractive seja menos ruidoso que o 1.4 Way, o ruido do motor é relativamente alto em estradas, especialmente pelo giro estar sempre elevado. Infelizmente, as caixas de som são fracas e não abafam completamente o ronco do propulsor.
Na estrada, os freios e a suspensão do Uno também foram satisfatórios. Ele é um veiculo que vai muito bem para uso urbano sem, todavia, deixar de bom para uso rodoviário. Só não diria que é um veículo muitissimoo  “equilibrado” porquê sua dianteira sambou mais que o esperado com ventos laterais. Talvez, em função da direção puxando para a direita e do barulho da suspensão.

28 de set de 2010

Novo Uno: O para-brisa antiembaçante.

79º Dia
 

Uma das características mais diferenciadas do Uno Attractive 1.4 que estamos testando é o para-brisa antiembaçante (opcional). Isso mesmo, o vidro frontal do compacto conta com microfilamentos, quase imperceptíveis, que ajudam o motorista a não passar apuros em dias de frio e chuva, quando o vidro fica embaçado e você não tem ar-condicionado em seu automóvel.
Inicialmente, muitas indagações são feitas em nossa cabeça. Coisas como “será que precisa de cuidados especiais?”, “este vidro é mais caro?”, “será que realmente funciona?” e “por qual motivo isso foi introduzido em um carro popular?”. Para conseguir as respostas, contatei a assessoria da Saint-Gobain Sekurit, companhia que fabrica o tal para-brisa antiembaçante.
Inicialmente, deixamos claro que tal solução foi incluída nos carros mais básicos de cada versão, quando o modelo não conta com ar-condicionado. Se você já teve um carro assim, deve ter passado apuros em dias de frio e/ou chuva. Ou seja, além de ser um item de conforto, também pode ser considerado uma solução de segurança para os automóveis de entrada.

 

E exatamente isso que acaba sendo interessante: diferentemente dos mercados norte-americano, europeu e asiático, onde o para-brisa antiembaçante é aplicado em automóveis de maior porte e preço, no Brasil o sistema teve utilização pioneira em um modelo de entrada.
“Trata-se de um recurso inteligente adotado pela Fiat para proporcionar um maior padrão de conforto e segurança a automóveis sem ar-condicionado”, explica Manuel Corrêa, diretor-geral da Saint-Gobain Sekurit, fabricante do produto (a declaração foi retirada do material de divulgação do item).

 

Primeiramente, explico como é construído o vidro antiembaçante. São duas camadas de vidro (por fora e por dentro) e uma interna de PVB (plástico polivinil butiral). Nesta, existe uma resistência elétrica intermediária, junto com o plástico. Ela é formada por microfilamentos de tungstênio. Diferentemente dos filamentos do vidro traseiro, onde conseguimos ver facilmente as “linhas” da resistência, no para-brisa isso não pode ser visível.
Então, com a explicação acima, vamos às respostas das perguntas: “será que precisa de cuidados especiais?”. Não. De acordo com a própria Saint-Gobain Sekurit, como o filamento encontra-se dentro de duas camadas de vidro, não é necessário ter cuidados especiais como nas resistências do vidro traseiro.
“Este vidro é mais caro?”. Sim. A Fiat cobra R$ 267 pelo opcional. Tentei contatar uma concessionária da marca para saber se eles ofereciam o item no catálogo de reposição de peças e recebi uma resposta desanimadora de um vendedor: “Para-brisa com anti-embaçante? Assim, no vidro da frente? Nossa, eu nem sabia que isso existia”. O funcionário ainda procurou no sistema e não achou nada diferente. “Só estou encontrando para-brisa simples, escurecido e degradê”, finalizou o rapaz que trabalha no setor de peças uma concessionária da Fiat no Ipiranga. Pois é, isso parece ser novidade até mesmo para eles.

 

Infelizmente, os dias em São Paulo estão muito secos e quentes. Assim, não consegui fazer o teste real do funcionamento, mas, como são centenas de microfilamentos, acredito que funcione muito bem.
Pude reparar na noite de ontem que tal item acaba prejudicando um pouco a visão. De dia, mal são vistos os “riscos pretos”. Mas, pela noite, principalmente com os outros carros vindo em sua direção, em uma via de mão dupla, os pequenos filamentos acabam tirando um pouco da atenção. Se não existe uma luz direta no para-brisa, mal é notado o opcional. Logicamente, prefiro isso a ficar desesperado com o vidro embaçado!
Sobre o reparo, em caso de algum pequeno trinco, a especialista da Saint-Gobain também afirmou que o conserto ocorre de forma normal, já que a reforma do vidro é feita apenas nas camadas externas.
E você, acha que essa tecnologia pode ser uma boa solução para veículos sem ar-condicionado, ou teria medo de a visão levemente prejudicada poder causar algum problema maior?

27 de set de 2010

Novo Uno: Consumo – Vivace 1.0.

Nos 19 dias em que ficou na redação, o Uno 1.0 Vivave trafegou 2.350 km, dos quais 1.363 km foram percorridos em rodovias e 987 km em ciclo urbano. Após consumir 261,1 km litros de etanol, o modelo apontou consumo médio de 9 km/l. Confira os números em detalhes:






Percurso Parcial semanal Total nos 100 Dias






Cidade 987 km
987 km

Estrada 1.363 km
1.363 km

Total 2.350 km
2.350 km







Consumo médio 9 km/l
9 km/l

26 de set de 2010

Novo Uno: Attractive 1.4 entra em Campo.

O Uno Vivace 1.0 se despediu da redação e deixou a vaga para o modelo 1.4 Attractive, última versão a participar do Teste dos 100 Dias. A unidade cedida pela Fiat conta com rodas de liga leve 14”, para-brisa térmico, kit Celebration 4, sistema de som com MP3 e cor Amarelo Citrus. Com esta pintura, por sinal, o modelo não passará despercebido por onde trafegar.

http://testedos100dias.com.br/novouno/wp-content/uploads/2010/09/IMG9834em500por319.jpg
Uno Amarelo Citrus no trânsito

Logo ao sair da Fiat, notei que o motor do Attractive está um pouco mais silencioso que a configuração 1.4 Way testada por nós anteriormente. Descobri, entretanto, que o modelo em avaliação está com gasolina em seu tanque de combustível (contava com etanol na 1.4 Way), o que pode diminuir seu índice de ruído. Durante minha estadia com o modelo, circulei 60 km entre trânsito leve e médio, e apenas uma barra do indicador do tanque de combustível foi apagada.

A indicação aponta um baixo consumo, mas antes de tirarmos conclusões, é necessário ter em mente que o Uno não foi reabastecido por nós, o que significa que seu tanque de combustível possa ter sido enchido literalmente até a boca, fazendo com que a primeira barra demorasse a ser consumida.


http://testedos100dias.com.br/novouno/wp-content/uploads/2010/09/IMG9847em500por319.jpg
Uno 1.4 Attractive

Apesar do acabamento desta configuração ser simples, sem adesivos internos, os materiais utilizados são bons e não decepcionam no quesito visual. O painel de instrumentos volta a contar com RPM no lado esquerdo, enquanto o econômetro, do lado direito, foi aposentado.

http://testedos100dias.com.br/novouno/wp-content/uploads/2010/09/IMG9846em500por319.jpg
Ao volante

Após ter notado que a embreagem do 1.4 Attractive é um pouco mais dura que a do Vivace 1.0, foquei-me, mais uma vez, no motor. Conforme havia dito anteriormente, o propulsor 1.0 é mais eficiente e seu câmbio é mais bem escalonado que o da configuração com bloco de maior volume. E é verdade, o Uno não decepciona na versão básica.

Mas não há como ignorar que, mesmo sendo mais ruidoso, menos eficiente e utilizando câmbio com relação de marchas muito curta (o que é bom para dirigir esportivamente, mas incomoda quem deseja um veículo silencioso e confortável), o Uno 1.4 anda muito mais que a versão 1.0. Com álcool, o modelo é apenas 13,3% mais potente, mas possui 26,2% mais torque. Na prática, o 1.4 Attractive retoma velocidade com vigor e chega a ser empolgante para quem acaba de deixar um veículo 1.0.

No mais, o “Uninho” continua confortável e gostoso de ser dirigiddo. Em breve, publicaremos, um post com o consumo médio final do Uno Vivace 1.0.

25 de set de 2010

Nova geração do Bentley Continental GT é revelada.


Cupê esportivo é equipado com um W12 biturbo de 575 cv.

 
 
  

Desenhado pelo brasileiro Raul Pires, o Bentley Continental GT marcou a revitalização da até então conservadora marca britânica. Oito anos se passaram, o cupê esportivo gerou descendentes e até é vendido no Brasil oficialmente. Para manter o sucesso do antecessor, o novo Continental GT passou por uma leve atualização visual, mas com profundas mudanças sob a carroceria construída artesanalmente.




O motor W12 biturbo passou por uma leve atualização, tendo sua potência elevada para 575 cv, com torque de 71,3 kgfm a 1.600 rpm. Toda essa força é distribuída nas quatro rodas por uma tração integral que transmite 60% da potência para as rodas traseiras, corrigindo o problema de subesterço da geração anterior – e, por tabela, tornando o novo Continental GT um esportivo mais divertido de dirigir.



O desempenho faz jus ao “GT” que esse Bentley carrega no nome. Para acelerar de 0 a 100 km/h são gastos 4,4 segundos, enquanto a velocidade máxima é de 318 km/h. Uma opção V8 também será oferecida, além de opcionais para personalizar o modelo, cuja geração atual é vendida no Brasil por R$ 928 mil. O novo modelo terá suas vendas iniciadas no País em 2011. 

Novo Uno: Reta final.

 

O Uno Vivace 1.0 passou o seu último dia do Teste dos 100 Dias em condições relativamente severas no trânsito. Além do engarrafamento que enfrentou, o “Uninho” encarou diversas ladeiras, regiões por onde trafego normalmente.  O motor sofreu e o consumo de etanol, como era de se esperar, foi elevado. Em 52 km, três barrinhas do marcador digital do nível de combustível se apagaram.
Pela manhã, o Vivace 1.0 apresentou dificuldades para pegar, engasgou mais uma vez e, nos primeiros minutos de funcionamento, seu rendimento foi baixíssimo. Nesta situação, os gases expelidos pelo escape denunciam a mistura extremamente rica do motor, uma vez que exalam cheiro de álcool mais forte que o comum. Também notei, assim como o César Tizo reportou anteriormente, boa dose de vibração do motor quando este se encontra em marcha lenta, criando uma pequena (e incômoda) ressonância na cabine.

 

No mais, o Uno não demonstrou alterações de comportamento, mesmo passando pelas mãos de diversos motoristas, que trafegaram em diferentes tipos de terreno. O acabamento continua impecável. O Vivace 1.0, em minha opinião, foi muito bem durante o teste.
O compacto oferece ótima dirigibilidade e seu espaço interno, acabamento e  preço são bons. Ou seja, além do apelo estético, é um carro que também oferece argumentos lógicos para compra.

23 de set de 2010

Novo Uno: Econômetro: útil ou inútil?

73º, 74º e 75º Dias


Durante o fim de semana, passei a reparar um pouco mais no Econômetro, sistema simples dos veículos de entrada da Fiat que, ao menos na teoria, ajuda o motorista a tentar gastar menos combustível (fica localizado na parte direita do painel). Mas isso funciona mesmo? Tem utilidade real ou foi só um “tapa-buraco” para não ficar um vazio onde estaria, por exemplo, um conta-giros?


Bom, se isso fosse perguntado para mim na sexta-feira, a resposta seria: “É praticamente inútil”. Principalmente porque a maior parte do tempo ele ficava no vermelho, ou voltava para o “zero” (quando o carro está parado). Mas, quando eu estava no Rodoanel, sentido Raposo Tavares, passei a reparar um pouco mais no trabalho desse equipamento. Posso dizer, hoje, que se trata de um bom “conscientizador”. É claro que não é algo imprescindível, mas tem, sim, a sua utilidade, mesmo que não a todo o momento.
Guiando e ficando de olho no marcador, consegui controlar o pé no acelerador e fazer o nivelzinho, que antes ficava quase o tempo todo no vermelho, passar mais tempo no verde. Não sei dizer exatamente quanto de economia isso trouxe, mas era possível sentir o carro trabalhando mais aliviado (tudo bem, um pouco óbvio, mas acho interessante deixar claro este ponto também).
Por outro lado, creio que o Econômetro será algo útil por pouco tempo, já que, depois de certa quilometragem com qualquer carro que for, você fica bem adaptado a ele e entende melhor as reações. Ou seja, o aparelho dará uma “mini-aula” nas primeiras centenas de quilômetros, mas será pouco mais que um enfeite depois disso. Mesmo assim, acho útil, já que poderia não ter nada naquele local do painel.
Uno com atraso

Vou comentar sobre outro assunto. E não é em relação ao atraso de um pedido na concessionária. Reparei um fato curioso. Neste domingo, reabasteci o carro com 11,28 litros de etanol. O marcador de combustível mostrava apenas duas barrinhas. Reabastecido, deixei o posto e, para a minha surpresa, estavam lá, as mesmas duas barrinhas, quando era para estar, no mínimo, umas cinco ou seis. Eu já estava na rua e quase voltei ao local, pensando que tinham me enganado ou que a bomba de combustível havia tido algum problema. Mas, cerca de 5 quilômetros depois, subiu um pininho no marcador. Mais uns 5 quilômetros, o “tanque encheu mais um pouco”. Achei algo bem curioso e estranho, porque você acaba saindo do posto sem saber exatamente qual é a marcação.
E acho válido citar, mais uma vez, a sonolência do Uninho pela manhã. No sábado, saí de casa às 6 horas e o carro ficou engasgando por cerca de 4 quilômetros. Pela tarde, depois de um bom tempo parado, mas no sol, fui pegar mais uma vez o veículo e mais uma engasgada. O problema é que o estacionamento era em uma área bem baixa e quase que eu não consigo sair de lá. Na subida, o Uno passou muito perto de simplesmente parar, tamanha a falta de força. Lembro que, no mesmo local, tive dificuldade semelhante com o Uno Way 1.0 que utilizamos no início deste teste. Com o Way 1.4 não me lembro de ter sofrido com isso.
E você, acha que o Econômetro é algo útil em um automóvel de entrada? Você já reparou algum erro do marcador de combustível após um reabastecimento?

22 de set de 2010

Novo Uno Vivace: Temperatura, vedação e acabamento.

64º Dia

"A avaliação do Uno Vivace começou logo na hora de dar a partida. Nada melhor do que um frio de 5º C para testar se, abastecido com álcool, seu motor pega fácil. Apesar da baixa temperatura, após “duas giradas” do motor de arranque, o 1.000 cc acordou, funcionando de forma regular, sem oscilar rotações.

Problema com a temperatura aconteceu de outra forma. Após um trecho travado e lento devido a caminhões na pista, o indicador de temperatura chegou no máximo da escala, momento em que a palavra STOP começou a piscar, deixando claro que era preciso parar imediatamente.

Como não podia prosseguir com o carro, aproveitei a pausa forçada para almoçar. Pouco mais de meia hora depois, quando voltei a utilizar o carro, a temperatura havia baixado, com o ponteiro parado na metade da escala do marcador.

Nos 200 km seguintes, nenhum problema voltou a ocorrer com a temperatura do motor.

No esperado trecho de 70 km de estrada de terra, o Uno Vivace saiu-se relativamente bem. Digo relativamente, pois no que se refere à dinâmica, ele suportou bem as irregularidades do piso, o que não pode ser dito sobre a vedação das portas. Em alguns pontos, ela não foi capaz de impedir que a poeira penetrasse no interior do carro, o que a meu ver é grave, pois fico imaginando o que aconteceria com esse carro ao encarar um dia de enchente em São Paulo.

Quanto à qualidade dos acabamentos internos, eles se mostraram apenas razoáveis, já que mesmo com pouco mais de 7.000 km, o carro apresentou alguns pequenos “rangidos”.

Mesmo já tendo mencionado no post anterior, volto a elogiar o desempenho do Uno em curvas. Em estradas tortuosas próximo a cidade de Monteiro Lobato, no vale do Paraíba, ele novamente me convenceu."

21 de set de 2010

Novo Uno: Impressões ao dirigir e acabamento.

63º Dia

Meu primeiro contato com o novo Unvo, modelo Vivace, foi hoje, ao acompanhar o Superteste da Revista MOTOCICLISMO. Saí de São Paulo bem antes dos congestionamentos e rumei direto para a Rodovia dos Imigrantes. Por ser plana, não senti maiores problemas em relação às respostas do motor de 1000 cc. Ele se comportou a contento, sem apresentar vibrações e ruídos excessívos.

Mas a história mudou de figura quando encarei as pequenas serras do litoral norte de São Paulo. Nelas, foi preciso cambiar bastante para manter a rotação elevada o tempo todo, prova que mais potência seria bem-vinda no atraente carrinho.

Ao rumar para Campos do Jordão, o Uno Vivace sofreu sua prova de fogo: a tortuosa e íngrime serra de Taubaté. Apesar de ser um caminho difícil até mesmo para carros com motores de maior capacidade cúbica, o novo Uno Vivace penou, e muito. Em alguns momentos a impressão era de que o carro não conseguiria cruzar a serra.

Mas, apesar da falta de fôlego, outras qualidades do Vivace me agradaram. O carro é ágil e estável, capaz de contornar curvas com firmeza e mudar de trajetória de maneira rápida. Seu acabamento interno é bonito e seus comandos, funcionais. Detalhes como a abertura do porta-malas com acionamento ao lado do banco do motorista, painel de boa leitura e banco do motorista com regulagem de altura tornam a vida do condutor mais fácil.

Outro ponto positivo foram os faróis de neblina. Na serra de Campos do Jordão, eles ajudaram muito no nevoeiro do final da tarde.
Amanhã o Uno Vivace irá encarar uma outra difícil etapa de nossa viagem: um longo trecho de terra. Será que os acabamentos internos são, além de bonitos, de boa qualidade a ponto de não produzirem muitos ruídos?

20 de set de 2010

Novo Uno: Vai bem na cidade.

62º Dia

Acabei utilizando o Uno Vivace 1.0 por mais um dia e resolvi dar continuidade ao procedimento de medição do consumo de combustível que havia começado. Após completar o tanque com etanol no fim desta última segunda-feira, o modelo apontou consumo de 7,9 km/l em ciclo urbano. Eu diria que o valor foi dentro da média, mas também não posso deixar de levar em consideração que peguei trânsito carregado com o Vivace 1.0, e que trafego por regiões com muitas subidas e descidas em São Paulo. O Uno tem, portanto, potencial para ser mais econômico em ciclo urbano.

Um fator que me chamou atenção no modelo avaliado é que a chave de ignição apresenta boa dose de resistência para ser retirada do contato. Em alguns momentos, cheguei a achar que não havia colocado-a na posição correta para puxá-la, mas não. Ainda não sei se é uma falha ou característica normal deste componente. O que aparenta ter falha, entretanto, é o sistema de injeção eletrônica, que levou o motor a engasgar novamente ao ser acionado nesta manhã.

Fora essas observações, o Uno não apresentou novidades. O nível de ruído interno é baixo e o motor, conforme havia dito anteriormente, é mais silencioso que o 1.4, o que torna o convívio com esta versão menos estressante. As caixas de som são fracas, mas gosto do sistema de som com entrada USB (opcional que custa R$ 517), que permite fazer a minha própria seleção musical.

Também considero interessante a extensa lista de opcionais da Fiat. Entre pacotes e equipamentos avulsos, são 22 opções para personalizar o Uno, com componentes que partem de R$ 203 (para o kit de adesivos). Valorizo a possibilidade de o cliente deixar a aparência de seu veículo de acordo com seu gosto. Mas e vocês, leitores? Essas possibilidades são interessantes?

A cor Azul Splash presente na versão das fotos, por sinal, que agradou a muitos leitores, também é opcional e custa R$ 700.

19 de set de 2010

Novo Uno - Vivace na estrada.

59º, 60º e 61º Dias

O Uno 1.0 Vivace começou sua participação no teste dos 100 dias na estrada e marcou a estreia com boas impressões. Embora o motor 1.0, como era de se esperar, seja mais fraco que o 1.4, o bloco de menor cilindrada é sensivelmente mais silencioso e progressivo durante as acelerações que o propulsor EVO de maior cilindrada, em minha opinião.

Antes de ir para a estrada, entretanto, trafeguei algumas horas com o Uno no trânsito de São Paulo, e seu comportamento foi mais que satisfatório para um veículo que custa R$ 27.590. Transportando somente o motorista, o Vivace não necessitou de reduções de marcha constantes para retomar velocidade com esperteza. O motor apresenta rendimento excepcional, se não esquecermos que estamos tratando de um bloco 1.0.

Curiosamente, o Vivace 1.0 também apresentou a mesma falha que o 1.0 Way ao acionar o motor pela primeira vez em dia frio. O propulsor engasgou e chegou a apagar algumas vezes neste fim de semana. Alguém com um Uno 1.0 também vivenciou a mesma situação?

Na estrada

Somando aproximadamente 300 kg (de 4 passageiros e suas bagagens) aos 895 kg desta versão Vivace (o que diminuiu a relação peso/potência para aproximadamente 15,9 kg/cv), o Uno partiu de São Paulo em direção ao litoral norte. Trafegando a 110 km/h na Rodovia Ayrton Senna e a 80 km/h na descida da Mogi-Bertioga, o Vivace realizou consumo de 13,7 km/l utilizando etanol.

Nas subidas e descidas da Rodovia Rio-Santos, entretanto, os 75 cavalos de potência e 9,9 kgfm de torque do motor perderam o embalo em diversos momentos, pedindo boa dose de paciência. A combinação de giro alto do motor com marchas reduzidas acabou diminuindo o consumo do Uno para 8,4 km/l neste trecho.

Na Volta para São Paulo, que incluiu a Mogi-Bertioga e a Ayrton Senna, o Uno também suou a camisa para manter o ritmo na subida de serra, e realizou consumo médio de 8,3 km/l.

Após rodar 380 km em estradas (dos quais aproximadamente 200 km foram entre subidas e descidas de serra), o consumo médio de etanol final foi de 9,0 km/l. O que o leitor acha deste valor, se levarmos em conta a estrada e o peso extra que o Uno estava transportando?

Diferenças

No interior, a única diferença perceptível entre o Vivace e as outras versões que já ocuparam a redação se faz presente no painel de instrumentos, onde, em vez do conta-giros, existe um econômetro no lado direito do painel que auxilia o motorista a gastar menos combustível. Nosso modelo também conta com um kit de customização, com desenhos no interior, mas como este é opcional, não o estou levando em conta.

O volante permanece o mesmo, com boa empunhadura, o câmbio impreciso também não mudou e nenhum dos ocupantes se queixou de falta de espaço. O acabamento interno também me agrada.

Até então, não tinha tido a oportunidade de trafegar em rodovia durante a noite com o novo Uno, e acabei tendo uma agradável surpresa com os faróis do modelo, cuja intensidade de iluminação é alta e o campo de visão, amplo. Os números do velocímetro também são de fácil visualização por conta de seu tamanho.

Embora o motor 1.0 sofra e tenha seu desempenho muito limitado ao transportar carga (como qualquer outro 1.0 aspirado) e a suspensão permita uma boa dose de oscilação da carroceria em curvas, o Uno, ainda assim, alia bem conforto com estabilidade. Os freios demonstraram resistência ao descer a serra e os pneus Bridgestone 175/65 garantiram aderência mais que suficiente para trafegar tranquilamente.

Em suma, meu primeiro e prolongado contato com o Vivace 1.0 foi satisfatório. Embora ele seja uma das opções mais acessíveis do mercado, seu projeto é moderno e bem acertado. Até o momento, não tenho queixas.

18 de set de 2010

Novo Uno: Entra em campo o Vivace!

A versão Vivace 1.0 do Novo Uno chegou à redação da Motorpress Brasil nesta sexta-feira (13). O modelo, como você pode conferir na foto, veio na cor Azul Splash, muito bela, por sinal. Fui o encarregado a buscar o terceiro modelo avaliado nesta edição do Teste dos 100 Dias na Fiat. Das cercanias da Avenida Paulista até o bairro de Santo Amaro rodei 17 km. Neste pequeno percurso, pude já sentir algumas coisas da versão mais básica do hatch, em relação ao 1.0 e 1.4 Way, que já passaram pela nossa avaliação.

Vale lembrar que eu estava andando, minutos atrás, com o 1.4 Way. Assim, quando saí como 1.0 Vivace, já senti falta de potência no motor. Algo que ficou menos evidente instantes depois, quando me “acostumei novamente” ao 1.0. Eu estava ansioso para andar com alguma versão que não fosse a Way para sentir se o carro seria mais duro e estável que a opção “aventureira” do Uno. E a resposta foi: sim. Vale lembrar que eu já admirava a estabilidade do modelo que estávamos na primeira metade do teste, mas, agora, fiquei ainda mais impressionado. O carro responde rapidamente aos comandos do motorista, o que é bem agradável.

Por dentro, ele é simples, mas nem tanto. É claro que a Fiat nos cedeu um carro com personalização e alguns opcionais que provavelmente não estariam na lista de um Vivace 1.0 (como airbag, ABS etc), mas achei que sentiria muito mais falta das versões mais completas, o que não aconteceu. O que fará falta, principalmente no calor, será o ar-condicionado, ausente no modelo. Fora isso, a unidade que avaliaremos traz direção hidráulica, ajuste de altura do volante, rádio completo, para-choque na cor do carro, entre outros.

Nos próximos dias, o Marcio Murta passará por algumas estradas rumo ao litoral norte de São Paulo e poderá dar impressões mais detalhadas do hatch. Ele também entregará números de consumo urbano e rodoviário.

E você? Tem a versão Vivace ou alguma outra? O que te levou a comprar a opção que você escolheu? O que achou da cor Azul Splash?

17 de set de 2010

Novo Uno: Garantia e manutenção.

O Uno Way 1.4 de nosso teste já marca pouco mais de 6.000 km rodados no painel. A primeira revisão programada do modelo deve ser agendada quando ele estiver se aproximando dos 12.000 km. Para saber quanto custa e o que ocorre nesta ação, entrei em contato com duas concessionárias Fiat, que me atenderam de imediato e com muita educação.

Pelo telefone, os atendentes me ofereceram duas formas de revisão, a “básica” e “completa”. A primeira, conforme dito pelo funcionário da Fiat, custa R$ 156,00 e contempla a troca de óleo (Selenia semi-sintético) e substituição dos filtros de ar, combustível e óleo. A segunda opção de manutenção depende de indicações de um técnico na oficina, que dirá o que mais deve ser feito do veículo. Dois desses extras são alinhamento e balanceamento, que acrescentam mais R$ 70,00 na conta da primeira revisão.

Após os reparos previstos para o novo Uno nos 15.000 km, o modelo deve retornar à oficina para as revisões programadas a cada 15.000 km sucessivamente. A partir daí, as concessionárias checam freios, suspensão, ar-condicionado, entre outros componentes. Para maior controle, no manual do proprietário possui uma ficha com informações sobre manutenção do carro e pontos autorizados onde as revisões podem ser efetuadas por todo Brasil.

Além das revisões programadas, o novo Uno, como a maioria de seus concorrentes, tem um ano de garantia sem limite de quilometragem. Mas é bom ficar atento aos asteriscos presentes no texto do manual. Um dos diz respeito a manutenção da garantia somente se o proprietário realizar todas as revisões sem atraso (há uma tolerância de até 1.000 km) e somente em pontos autorizados Fiat. Já a carroceria tem garantia para peças que, em serviços e uso normal, apresentarem ferrugem provocada por vício de fabricação ou material, desde que seja reconhecido pela fabricante.

O manual ainda conta uma vasta lista de situações que resultam na perda da garantia. Citemos algumas delas. Um defeito recorrente da utilização do veículo além de sua capacidade de carga, reboque e peso é um dos efeitos bloqueadores. A marca também exclui o Uno da garantia caso o proprietário efetue modificações e/ou adaptações no carro sem aval da Fiat. Além de vários fatores que cancelam a proteção de um ano, a montadora não cobre problemas como perda da carga da bateria, danos à pintura causada por influências externas, danos em vidros, entre muitos outros.

Ao meu ver, as condições são favoráveis e os preços condizentes com o carro, que é popular. O que vocês acharam dos preços da primeira revisão e algumas das condições de garantia?

16 de set de 2010

Uno Way tem… verde não!.

56º Dia



Depois de ouvir alguns papos de pessoas que tiveram de pegar filas de espera para comprar o novo Uno, resolvi pesquisar qual seria a dificuldade de adquirir o carro da Fiat na mesma configuração que o nosso, um 1.4 Way.

Liguei para quatro concessionárias da marca italiana. A escolha foi aleatória, por São Paulo. Apenas uma não contava com a versão 1.4 Way (se tratando de Way, tinha apenas o 1.0 e na cor branca). Nas outras, havia o carro para pronta entrega e com algumas opções de cores e opcionais. Achei que a dificuldade seria maior. Resolvi, então, “ter” um veículo verde, como o do nosso teste. E aí, sim, tive mais dificuldade.

Em nenhuma das quatro concessionárias eu achei o novo Uno 1.4 Way na cor “Verde Box”. Em todos os casos, era preciso encomendar. E o prazo para a entrega variou bastante. Ouvi desde “em 30 dias, exatamente”, passando por “o prazo fica entre 30 dias e dois meses, mas é preciso deixar um sinal”, e chegando em “em menos de 30 dias você deve estar com o carro, ou até menos, já que podemos ter no estoque de outra de nossas lojas”. Também teve uma confusa “carro que não temos a pronta entrega tem o prazo de seis semanas, mais uma”. E ficou claro que, em versões básicas, o tempo de espera era de cerca de um mês, mas em opções mais completas os dias vão aumentando. De uma forma ou de outra, se é verde, tem de esperar.

Em relação ao preço, o que percebi é que estão próximos aos anunciados no site da Fiat, mas tudo é negociável. Em uma das concessionárias, a moça me dava o preço “original”, mas dizia que dava pra negociar até R$ 500 a menos. Assim, é você aparecer com o dinheiro na mão e negociar. Mas, lembre-se, se for verde, esquece a pronta entrega!

E você? Arriscaria em uma cor diferente pensando apenas na beleza do veículo, ou pensaria em algo mais básico, como prata e preto, já considerando a revenda?

15 de set de 2010

Novo Uno: Consumo semanal – Way 1.4.

O Uno rodou mais na cidade que na estrada nos últimos dias. Com média de 8,1 km/l, o consumo ficou próximo aos 8,3 km/l aferidos anteriormente. Confiram os números:






Percurso Parcial semanal Total nos 100 Dias





Cidade 921 km
2.096 km
Estrada 631 km
1.186 km
Total 1.552 km
3.282 km





Consumo médio 8,1 km/l
8,2 km/l





P.S.: trocaremos o Uno Way 1.4 pela versão de entrada, a Vivace 1.0, nos próximos dias. Fique atento.

14 de set de 2010

Novo Uno: Off-road urbano.

55º Dia

Aproveitando a oferta do pessoal da Carro Online, nossos vizinhos de redação aqui na Motorpress, nesta terça-feira deixei a moto na editora e voltei para casa com o Uno Way 1.4. Não abro mão da agilidade e economia das motocicletas no dia a dia, contudo, confesso que de vez em quando é muito bom sair do trabalho e voltar para casa relaxando em um carro confortável e ouvindo uma boa música… Só não pode ter pressa para chegar.

Quero focar este post em uma característica de certa forma polêmica, que é o aspecto aventureiro deste Way. Não me refiro ao visual externo do carro, repleto de molduras plásticas sem pintura que, para muitos, traz uma imagem de robustez ao pequeno Uno. Quero me ater, exclusivamente, à suspensão e ao conjunto de pneus deste Way 1.4.

Nos 12 km que separam a editora da minha casa, passo por algumas das piores ruas de São Paulo quando nos referimos à qualidade do “asfalto”, mas duas delas, em especial, são dignas de rali: Av. Pirajussara e Av. Eliseu de Almeida, paralelas à Av. Francisco Morato. Quem passa — ou já rasgou um pneu por ali — sabe do que estou falando.

Se você gosta de dirigir (e tenho certeza que sim), deve concordar comigo que não existe nada mais irritante que dirigir preocupando-se em desviar de buracos, ondulações e desníveis ao invés de concentrar-nos na “pilotagem” e no trânsito a nossa volta. Pois bem, se você pensa assim e já decidiu que seu próximo carro será um novo Uno, esqueça do Vivace ou Attractive e parta logo para o Way.

Os pneus de perfil alto 175/70, calçados em rodas de 14″ (bem bonitas por sinal) trabalham de forma eficientíssima com as suspensões — que, curiosamente, são absolutamente idênticas em todas as versões deste Fiat, e não mais altas nesta versão testada, como muitos podem pensar. Na volta para casa confesso que, propositalmente, percorri as avenidas que citei acima pela faixa de asfalto mais “castigada” e, além de me surpreender positivamente pela forma como o Way literalmente ignorou as irregularidades, me deparei com um carro que concilia perfeitamente a equação entre conforto e estabilidade. Pelo menos em uma utilização urbana.

Muito mais que um visual externo robusto, valorizo a sensação de estar dirigindo um carro sólido e bem construído. Para mim, isso é sinônimo de prazer ao dirigir, e foi justamente nisso que este Way me agradou plenamente. Se somarmos a isso o agradável aspecto (e espaço) interno, a modernidade das linhas externas e o bom desempenho do trio direção/motor e câmbio, colocaria este modelo no topo de uma hipotética lista contendo os pequenos que eu compraria.

12 de set de 2010

Novo Uno: Cidade e estrada.

(52º, 53º e 54º Dias)

Quem nunca andou em um Fiat Uno? Acredito que este automóvel faz parte de um seleto grupo de carros presente no imaginário da população brasileira. Mesmo aquela sua tia que não sabe diferenciar um hatch de um sedã, com certeza, vai conhecer um Uno. Na década de 1990, minha família possuiu um Uno Mille Eletronic 1994 que foi muito útil para nós na época. Mas, mesmo que o antigo Uno já tenha grande importância na história automobilística de nosso país, as mudanças feitas pela Fiat no carro devem torná-lo ainda mais emblemático.

Em meu primeiro contato com o novo Uno, andei bastante com o Way 1.4 na versão cheia de equipamentos do Teste dos 100 Dias. Tive a oportunidade de rodar com o automóvel tanto na cidade (79 km) como na estrada (205 km). No trajeto urbano, o Uno se saiu muito bem e o motor de 88 cv de potência possibilitou uma movimentação confortável, mesmo em subidas bem íngremes. Além disso, as suspensões mostraram-se ao mesmo tempo confortáveis e firmes.

Pela manhã, senti certa “hesitação” no motor. Quando fui subir a rampa do meu prédio — ela é bem inclinada —, o Uno perdeu força e fui obrigado a parar. Esperei alguns instantes e, aí sim, consegui sair sem problemas. Quanto à ergonomia, considero o novo Uno bem confortável e gostei muito da “pegada” que o volante do hatch proporciona.

Pegando a estrada

Se no sábado (7) fiquei rodando apenas na cidade, no domingo (8) foi hora de cair na estrada. Acompanhado de minha namorada, parti rumo a Indaiatuba, no interior de São Paulo, para passar o Dia dos Pais com minha família. Ela achou o Uno bem interessante e deixou de lado um preconceito que tinha sobre o carro. “Nossa, ele é bem espaçoso e tem uns detalhes diferentes. Nem parece um carro de entrada”, disse ela.

Ao entrar na Rodovia dos Bandeirantes, logo foi possível notar um fato que muitos usuários do Teste dos 100 Dias vêm reclamando sobre o carro. Passando os 100 km/h e próximo aos 3.000 rpm, o motor apresenta um ruído alto, fato que também foi notado por minha namorada. “Parece que está pedindo mais uma marcha”, acrescentou ela. Realmente, concordo absolutamente, o novo motor EVO 1.4 mostrou-se bem ruidoso entre 100 km/h e 120 km/h (velocidade máxima permitida na estrada).

Bom, não é nada muito escandaloso, mas torna-se bem cansativo com o passar do tempo. Concluindo, achei muito positivas as mudanças realizadas pela Fiat no Uno. Sem dúvida, o carro tem tudo para se tornar um ícone de nossa época. Acredito que a fabricante procurou dar um ar de exclusividade ao hatch, lembrando, por exemplo, o Fiat 500. Assim, espero que outras marcas também possam trazer parte dessas inovações para os carros de entrada.

Não considero que o novo Uno tenha uma beleza exuberante, mas é um carro com muita simpatia e linhas modernas. Gostei muito do painel, mas achei “tosco” o console central com o endereço do site da Fiat. Bem, ontem à noite, quando fui tirar as minhas coisas do porta-malas, senti falta de uma luz no bagageiro. Se por um lado a Fiat elevou o Uno a outro patamar, devido ao visual, espaço interno e acessórios, acabou esquecendo de algumas coisas básicas e imprescindíveis.

11 de set de 2010

Novo Uno: Cidade e estrada.

(52º, 53º e 54º Dias)

Quem nunca andou em um Fiat Uno? Acredito que este automóvel faz parte de um seleto grupo de carros presente no imaginário da população brasileira. Mesmo aquela sua tia que não sabe diferenciar um hatch de um sedã, com certeza, vai conhecer um Uno. Na década de 1990, minha família possuiu um Uno Mille Eletronic 1994 que foi muito útil para nós na época. Mas, mesmo que o antigo Uno já tenha grande importância na história automobilística de nosso país, as mudanças feitas pela Fiat no carro devem torná-lo ainda mais emblemático.

Em meu primeiro contato com o novo Uno, andei bastante com o Way 1.4 na versão cheia de equipamentos do Teste dos 100 Dias. Tive a oportunidade de rodar com o automóvel tanto na cidade (79 km) como na estrada (205 km). No trajeto urbano, o Uno se saiu muito bem e o motor de 88 cv de potência possibilitou uma movimentação confortável, mesmo em subidas bem íngremes. Além disso, as suspensões mostraram-se ao mesmo tempo confortáveis e firmes.

Pela manhã, senti certa “hesitação” no motor. Quando fui subir a rampa do meu prédio — ela é bem inclinada —, o Uno perdeu força e fui obrigado a parar. Esperei alguns instantes e, aí sim, consegui sair sem problemas. Quanto à ergonomia, considero o novo Uno bem confortável e gostei muito da “pegada” que o volante do hatch proporciona.

Pegando a estrada

Se no sábado (7) fiquei rodando apenas na cidade, no domingo (8) foi hora de cair na estrada. Acompanhado de minha namorada, parti rumo a Indaiatuba, no interior de São Paulo, para passar o Dia dos Pais com minha família. Ela achou o Uno bem interessante e deixou de lado um preconceito que tinha sobre o carro. “Nossa, ele é bem espaçoso e tem uns detalhes diferentes. Nem parece um carro de entrada”, disse ela.

Ao entrar na Rodovia dos Bandeirantes, logo foi possível notar um fato que muitos usuários do Teste dos 100 Dias vêm reclamando sobre o carro. Passando os 100 km/h e próximo aos 3.000 rpm, o motor apresenta um ruído alto, fato que também foi notado por minha namorada. “Parece que está pedindo mais uma marcha”, acrescentou ela. Realmente, concordo absolutamente, o novo motor EVO 1.4 mostrou-se bem ruidoso entre 100 km/h e 120 km/h (velocidade máxima permitida na estrada).

Bom, não é nada muito escandaloso, mas torna-se bem cansativo com o passar do tempo. Concluindo, achei muito positivas as mudanças realizadas pela Fiat no Uno. Sem dúvida, o carro tem tudo para se tornar um ícone de nossa época. Acredito que a fabricante procurou dar um ar de exclusividade ao hatch, lembrando, por exemplo, o Fiat 500. Assim, espero que outras marcas também possam trazer parte dessas inovações para os carros de entrada.

Não considero que o novo Uno tenha uma beleza exuberante, mas é um carro com muita simpatia e linhas modernas. Gostei muito do painel, mas achei “tosco” o console central com o endereço do site da Fiat. Bem, ontem à noite, quando fui tirar as minhas coisas do porta-malas, senti falta de uma luz no bagageiro. Se por um lado a Fiat elevou o Uno a outro patamar, devido ao visual, espaço interno e acessórios, acabou esquecendo de algumas coisas básicas e imprescindíveis.


10 de set de 2010

Novo Uno: Reabastecer? Pra quê? – Atualizado

51º DIA

E lá estava a marcação digital do medidor do nível de combustível do Uno 1.4 exibindo apenas duas minúsculas barrinhas acima da reserva do tanque. Como não gosto de trafegar com pouco “gás” no reservatório, parei no posto de gasolina que sempre reabasteço, próximo de minha casa, e acabei tendo que lidar com uma situação pra lá de inesperada: a abertura interna do tanque de combustível parou de funcionar. E agora?

Nível de combustível baixo

Passei 10 minutos na companhia de dois frentistas que se interessaram pelo caso e vieram dar sugestões para que o tanque pudesse ser destravado. Mas nada. “Empurra, depois levanta.”, “Liga e desliga o carro, aí tenta abrir.”, “tenta puxar mais”, “mas que coisa complicada, hein, chefe?”. Entre diversos diálogos, surgiu a fala irônica de um frentista para o outro “É… Novo Uno… Olha a qualidade, hein?”. Nem dei bola. Mas não deixei de pensar na gravidade da situação. É o cúmulo não ter acesso ao tanque de combustível. E se eu realmente estivesse precisando reabastecer? Teria que arrombar a tampa, correndo o risco de danificar a região, e arcar com todos os prejuízos? Mais 5 minutos depois, retornei para casa irritado e com o tanque apontando as mesmas duas barrinhas.

Cansei de puxar o abridor. A tampa não abriu

Vindo para a redação hoje de manhã, o nível diminuiu em mais uma barrinha, e o reservatório manteve-se “lacrado”. Que situação desagradável.

Atualização

Seguindo a indicação do leitor Rodolf, fui no porta-malas e localizei a corda de abertura de emergência do tanque de combustível. De fato, como ressaltaram alguns leitores, cometi uma falha ao não ter averiguado tal informação no manual do proprietário.

Durante a noite não localizei o fio por conta da iluminação do local, que não era favorável, situação que foi mais dificultada por conta da cor do fio, que se “camufla” na forração (confira imagens abaixo). De qualquer forma, mantenho a responsabilidade da falha por não ter averiguado o manual de instruções.

O Uno Way foi levado à uma concessionária Fiat esta manhã e a falha do acionamento foi sanada em 15 minutos. O cabo havia se soltado.

9 de set de 2010

Novo Uno: Nada substitui as polegadas cúbicas…

50º dia

Essa frase acima foi criada pelos americanos para justificar o tamanho dos motores de seus carros, propulsionados quase sempre por 8 cilindros em V. Mas eles não queriam saber de blocos menores. Na era dos big block, entre os anos 60 e 70, até a 1ª crise do petróleo, em 1973, achavam que o Chrysler 426 Hemi (7.0 litros), o Ford 427 (7.0 litros) e o Chevrolet 454 (7.4 litros) eram o mínimo para quem quisesse realmente se divertir ao volante e ser respeitado.

Não que eu concorde com essa “ignorância” automotiva, até sou fã de motores pequenos que giram alto e vêm acompanhados de um ou dois turbos. É uma delícia acelerar carros assim, no entanto, no caso do novo Uno, tive de recorrer à tal frase para explicar em síntese como me senti ao volante do 1.4 Way. Não é nem que eu não tenha gostado do novo motor 1.0 EVO, mas nem dá para comparar a performance do Uno com o motor 1.4 EVO.

Ele ficou muito ágil no tráfego urbano, com seu câmbio curto. É o típico carro para quem gosta de uma pequena dose de emoção diária. A ressalva fica por conta dos pneus, que não têm muito apetite por curvas e desvios rápidos. Geralmente dobram demais. A 5ª marcha ficou curta também, mas como na cidade é difícil passar dos 100 km/h – caso você seja responsável – quase não vai perceber.

Subidas, descidas e saídas de semáforo à frente dos outros não são problemas para ele, além de que é sensivelmente mais silencioso. Afinal, você não precisa esguelá-lo para que ele deslanche. E nada paga a sensação de estar em um carro que responde. Se você tem um 1.0 tem que experimentar essa sensação, se já migrou para um motor maior, sabe bem do que estou falando.

8 de set de 2010

NOVO UNO: Praticidade.

49º Dia

Creio que esta é a palavra que pode definir melhor este simpático veículo. O espaço interno é bem razoável para um carro de entrada. Como eu tenho uma criança pequena, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a facilidade para instalar a cadeirinha no Uno. Digo isso, porque a porta traseira abre bastante e é muito bom passar com este acessório pela mesma, sem raspar na forração interna ou espremer as mãos nos batentes.

http://testedos100dias.com.br/novouno/wp-content/uploads/2010/08/IMG00143-20100804-0816.jpg

No caso desta versão Way, há um item bem interessante, que é o espelhinho para visualizar e conversar com a criança no banco traseiro. Mais uma praticidade!

http://testedos100dias.com.br/novouno/wp-content/uploads/2010/08/IMG00146-20100804-0821.jpg

O acabamento interno é muito bom, especialmente o painel de instrumentos. O velocímetro é bem legal e o computador de bordo dá um aspecto superior ao carro. Lembra um pouco o seu irmão “estrangeiro”, o Fiat 500.

Outro ponto que é destacável, principalmente para um dos carros mais baratos do país, é o trabalho da suspensão. Já tive a oportunidade de rodar em outros automóveis desta categoria e, assim, senti que o Uno está acima da média. É confortável e, ao mesmo tempo, apresenta uma boa estabilidade. A ergonomia também me agradou bastante, pois os comandos estão à mão e são fáceis de acionar.

Por ter rodado apenas alguns quilômetros em deslocamento urbano, decidi não comentar muito mais sobre a parte dinâmica, algo que espero poder fazer em um próximo post.

7 de set de 2010

Novo Uno: Poderia ser melhor.

48º DIA

Foquei minhas atenções exclusivamente no motor do Uno Way 1.4 neste dia de avaliação e minha conclusão é a de que o propulsor não é dos mais satisfatórios. A Fiat, em seu material de divulgação para imprensa, afirma que “o novo Fiat Uno marca a estréia da família de motores Fire Evo, cujos pontos fortes são redução de consumo e melhor aproveitamento energético, com menor emissão de poluentes e ruído.”. Conforme relatos de posts anteriores, no entanto, o consumo de combustível não tem sido digno de aplausos.

Mesmo sendo moderno e utilizando tecnologias como coletor de admissão de plástico, bronzinas do virabrequim em alumínio, entre outros, o sistema de propulsão tem seu funcionamento anunciado em alto e bom tom – comprovado por teste -, embora a marca italiana anuncie que “o consumidor ao dirigir o novo Fiat Uno perceberá o baixo nível de ruídos e também de vibrações provenientes do motor”. E a divergência entre a afirmação da Fiat e a realidade não param por aí.

Enquanto a versão 1.0 possui a (boa) potência específica de 75 cavalos por litro com etanol, a configuração 1.4, apesar de possuir 20,8 % mais torque, tem apenas 62,8 cv/l. Na prática, são apenas 13 cv a mais que o motor 1.0. Aonde está o melhor aproveitamento energético, Fiat? E o comando de válvulas variável, chamado de CVCP (Continuously Variable Cam Phaser), deixa claro o início de seu funcionamento, entre 3.000 e 3.500 rpm, ao fornecer uma sensível dose de torque extra, que não parecia existir até então. Não é muito linear.

Não há como negar de que o motor 1.4 oferece ao Uno melhor agilidade que o bloco 1.0, mas seu rendimento é mediano se comparado a outros 1.4 do mercado. Por este motivo, torna-se compreensível o câmbio de relações curtas, que ajudam a obter melhor desempenho, embora tenda a sacrificar o conforto por conta do ruído e a aumentar o consumo de combustível.

Sinceramente, esperava mais de um propulsor novo. O EVO 1.4 não é o pior de nosso mercado, longe disso, mas poderia ser melhor.


6 de set de 2010

Novo Uno: SURPRESA BOA NA ESTRADA.

45º, 46º e 47º Dias

Primeiramente, quero esclarecer um erro meu no post anterior. Coloquei a imagem dos pedais da versão que utilizamos nos primeiros dias de nosso teste apenas para ilustrar, e não do atual. O espaço na opção esportiva realmente fica ainda mais prejudicado, mas todos os meus comentários foram sobre a versão “normal”. Não acho que seja algo que fique enroscando o pé a todo o momento, mas vez ou outra aconteceu e me deixou prejudicado.

Bom, voltando à atualidade. Como eu havia adiantado, viajei, neste fim de semana, com o novo Uno para Monte Verde, em Minas Gerais. No percurso, pude enfrentar alguns tipos diferenciados de situações. Desde estradas bem asfaltadas até alguns pisos mal-tratados. Também passei por uma estradinha de terra de quase 20 km até a chegada à cidade mineira. Por lá, pude subir, também em caminhos de terra, até bem próximo das montanhas, com inclinações consideráveis.

Desde o momento em que peguei a Rodovia Fernão Dias, já senti que iria gostar da viagem. O Uninho responde rapidamente aos comandos e a sua suspensão, apesar de parecer macia demais, assegura uma estabilidade muito boa ao hatch da Fiat. Sinceramente, eu não esperava isso, já que a versão Way é um pouco mais alta que a Vivace e a Attractive. Ou seja, imaginei que teria um carro meio “bobo” nas curvas e nas freadas. Engano meu: o veículo é realmente estável em curvas e você não sente que está dirigindo uma cadeira de rodas, como em alguns outros carros populares.

Ainda na Fernão Dias, percebi um ponto negativo, mas que já foi comentado por aqui: o alto ruído. Mas deixo claro que isso não é problema da versão 1.4, como alguns comentários dos visitantes deste blog já deram a entender. Tanto no Uno 1.0 quanto no 1.4, quem está no habitáculo ouve, e muito, o som do motor. É algo contornável, já que temos como opção aumentar o som etc. Mas, realmente, incomoda. Viajei a velocidades entre 100 km/h e 120 km/h praticamente o tempo todo e o ruído era alto em todas as situações, mesmo quando ainda estava beirando os 3.000 giros.

Na estrada de terra batida, o Uno também foi muito bem. Pela primeira vez, senti a utilidade da versão Way, já que o caminho era um pouco acidentado, com bastante pedra. Durante todo o percurso, o hatch não raspou o assoalho em obstáculos em momento algum. Certamente, em meu automóvel pessoa, um Palio, isso aconteceria. Mas também percebi que, se tivesse chovido no dia, o modelo teria certa dificuldade de passar em alguns trechos, algo normal em qualquer automóvel do tipo.

Agora, falemos do que eu mais esperava avaliar: o motor. O 1.4 se saiu muito bem na situação. Viajei com minha namorada e nossas bagagens, que contavam desde alimentos e roupas, até acessórios como máquina digital, notebook, aparelho de DVD e violão. O carro não estava cheio, tudo bem, mas o desempenho foi ótimo em todas as situações. Na Fernão Dias, o Uninho reagia muito bem a todos os comandos. A retomada, em momentos de ultrapassagem, foi muito boa e não passei por nenhum “apuro”. Eu já havia utilizado o 1.0 em uma pequena viagem a Cotia e havia sentido falta de um pouco mais de força no motor, o que, para mim, foi suprido com o 1.4. Em situação urbana, os dois são muito parecidos, tendo o necessário para rodar sem problemas pela cidade, mas na estrada o 1.4 fez diferença.

Sobre o consumo, até gostei, mas, sinceramente, eu esperava que o Uno fosse um pouco mais econômico. Na ida a Monte Verde, peguei muito trecho de subida e a média, considerando o pequeno trânsito para sair de São Paulo, a Fernão Dias e uma estradinha local de quase 35 km, alternando entre asfalto e terra, a média foi de 7,5 km/litro. Em momento algum da viagem liguei o ar condicionado. Achei o consumo um pouco ruim, considerando as altas médias de velocidade que tive, principalmente na estrada principal.

Na volta, com o percurso utilizando mais descidas do que subidas, a média melhorou consideravelmente. Peguei a estradinha local e, em seguida, a Fernão Dias. Ali, enfrentei, perto de Atibaia, um trânsito considerável de 25 km. Em alguns pontos, era apenas uma lentidão, mas em outros chegava a parar o carro. A média da volta para casa foi de 9 km/litro. Fiquei um pouco perplexo com a diferença da ida para a volta, já que, quando fui, não peguei muito trânsito e, no retorno, fiquei bastante tempo “enroscado” na estrada e na chegada em São Paulo. A média total da viagem foi de 8,2 km/litro (e um total de 400 km percorridos).

Para finalizar, gostaria de comentar mais um pouco positivo e outro negativo do novo Uno. Na viagem, senti que a posição para dirigir o carro da Fiat é realmente confortável e pude fazer todo o percurso de ida e vinda sem dores nas costas, nos braços ou nas pernas. Um ponto negativo foi a vedação das portas do carro. Tudo bem, não entra água, mas a poeira passa pela porta e pára na borracha. Até aí, tudo bem, mas quando eu fui sair, em mais de uma ocasião, fiquei com o tênis e com a calça bastante sujos em função da terra acumulada na parte inferior da porta (coloquei uma imagem, abaixo, para que isso seja melhor entendido).

E vocês, já viajaram com o novo Uno? O que acharam das médias e do conforto do novo carrinho da Fiat?