30 de jul de 2010

Medo do frio?

(7º dia)

Eu sei que a parte mais chata deste testes para você é ler sobre as nossas impressões diárias. Mas faz parte do “script” do teste cada um escrever, antes de tudo, o que achou de cada carro que passa por aqui. E como ontem destrinchei equipamentos e quanto sairia o financiamento, hoje é dia de começar a baixar o martelo, ou não, sobre se eu teria um Uno Way 1.0. Ou não…

Tive a oportunidade de fazer a cobertura do lançamento do carro, no Rio de Janeiro, há dois meses para a revista Carro, antes mesmo da publicação nos sites. Eu adorei o carro lá e agora também. Ele é espaçoso, levinho de guiar como todo Fiat e, principalmente, tem mais “chão” do que seu irmão Palio. Só aí, já vale uma boa nota. Mas o cotidiano é diferente. Claro que as impressões de espaço permanecem e o acabamento, se não é um primor, pelo menos é melhor do que o da concorrência. Na minha opinião, neste quesito só perde do novo Gol.

Peguei trânsito pesado com ele e o que mais me incomodou é que quando saio de casa ele demora para esquentar. Como comecei a dirigir às portas do século XXI, não tenho paciência de esperar que o motor se aqueça para começar a queimar o álcool por completo, e como hoje de manhã o termômetro marcava 13ºC. em São Paulo, o comportamento dele chegou a ser irritante. Eu acelerava e ele parecia se encolher em vez de deslanchar. Pipocava como se houvesse algo impedindo a passagem do combustível. Cerca de três minutos depois da saída, voltou ao normal. Sinceramente, se eu fosse dono, iria arrumar um tempo livre para ir à concessionária mostrar o fato e, claro, esclarecê-lo. Pode ser porque é novo? Não, se ele faz isso hoje fará até morrer. Pode ser que o álcool que eu coloquei era ruim? Duvido, abasteço no mesmo posto até com o meu carro, e nunca passei por isso. O que seria, então?

Minha mãe tem um Palio Fire. Na verdade, ela já está no terceiro. E, que eu me lembre, ele nunca se comportou assim. Tudo bem, o motor muda um pouco com relação ao Uno, mas a taxa de compressão e os periféricos de alimentação continuam os mesmos. O propulsor 1.0 Evo do novo Fiat tem bielas mais longas e mais leves do que as do antigo Fire, e seus pistões agora vêm com anéis de baixo atrito. Seu coletor também foi repensado para uniformizar o fluxo de ar para os cilindros e até as molas das válvulas foram refeitas a fim de melhorar o rendimento e o funcionamento. De rendimento, 3 cv a mais, de funcionamento, um cliente satisfeito a menos, fosse esse o meu caso.

Fora este estresse matinal, ele me entregou até mais do que eu esperava. Depois de esquentar, aliás, está mais esperto do que um Palio Fire dotado dos mesmos equipamentos (ar, direção, airbags, vidros e travas elétricas), que fazem diferença em um carro com pouca potência. Mas, como já andei com o 1.4, eu, particularmente, gastaria os R$ 3.410 que a Fiat pede a mais pelo Way com o motor 1.4 Evo. No decorrer do Teste dos 100 Dias vamos avaliá-lo também para ver se essas “pipocadas” nas manhãs geladas são problema dessa geração EVO de motores Fiat. E olha que o inverno mal começou…

Vamos levar o carro a uma concessionária para conferir o problema.

13 de jul de 2010

O Uno que você não terá.

(6º dia)

Ele é demais. Tem gente que me para no trânsito para perguntar se “é econômico?” ou “anda bem?”. São respostas que podem ser dadas com sim e não, respectivamente, quando digo “é mil!”. A estréia do Uno por aqui causa certo frenesi até entre nós. Para a maioria dos integrantes da redação, é a primeira vez que um carro dessa importância aterrissa no Teste dos 100 dias. Este Fiat tem tudo para se eternizar, assim como o VW Gol, mas o segundo infelizmente não nos foi cedido. Olha que chance a gente perdeu. Eu, você, a VW…

Não vou analisar o comportamento do carro hoje, e sim contar uma verdade para você. Este Uno Way que aqui está certamente não será o que você vai ter. Infelizmente, quem vai atrás de um “popular” que custa até R$ 30.000, como é o caso do Uno Way 1.0 (R$ 28.750), não pensa em extrapolar na hora de equipá-lo. Geralmente, o dinheiro pinga na mesa da concessionária quase que “contado” para dar a entrada, e as parcelas – entre 36 e 48 – devem ser as mais baixas possíveis. E digo isso porque, até há bem pouco tempo, era um consumidor deste filão.

A constatação vem pelos equipamentos que o carro avaliado trouxe. E isso não é culpa de ninguém. A marca disponibiliza para testes o que tem de melhor em sua frota e nós precisamos do carro que ela ceder para começar os testes. Para dar mais veracidade ao cotidiano do cidadão “comum” com o carro o certo seria ele vir “pelado”, mas não foi possível.

Comecei a contar os opcionais e “montar” o nosso Way 1.0 no site da Fiat. São 10 itens opcionais contidos nele. Vou considerá-los um a um:

HSD (High Safety Drive), vulgo airbags duplo e freios ABS. Ao custo de R$ 2.332, ele é um dos que o consumidor menos adquire. Infelizmente, ainda não temos essa cultura de segurança para os carros pequenos. Para adquirir um Uno Way com ele você terá de adquirir também, pelo menos, o kit Celebration 2 compostos por direção hidráulica, limpador e lavador do vidro traseiro, retrovisores externos com comando interno mecânico, vidros elétricos dianteiros com one touch, desembaçador do vidro traseiro, faróis de neblina, predisposição para rádio (2 alto-falantes dianteiros, 2 alto-falantes traseiros, 2 tweeters e antena) e travas elétricas. Este custa mais R$ 2 616.

O modelo da nossa sabatina está equipado, ainda, com ar-condicionado, que vem dentro do kit Celebration, que nada mais é que o Celebration 2, acrescido de ar-condicionado e para-brisa degradê. Aí o preço dos opcionais sobe para R$ 5.212. O ar-condicionado “sozinho”, sai por R$ 4.132. Se você quiser mesmo o quarteto “ar-direção-vidro-trava”, tem que optar por ele. Isso mais airbags e ABS custam R$ 7.544. Seu Uno Way 1.0 ja foi para R$ 36.294.
E ele ainda está sem as rodas de liga leve, pelas quais a Fiat cobra R$ 629. O nosso tem. O seu vai ter?

O kit tribal externo, o qual eu acho dispensável, sai por R$ 172.

O kit de personalização interna, que também não muda a sua vida em nada, está no Way dos 100 dias e sai por R$ 375.

O rádio CD/MP3 player custa R$ 314, e é um dos itens que eu faria questão de colocar no “meu” Way. Mesmo que o aparelho do novo Uno não tenha tanta familiaridade com o restante do interior quanto o do Palio, por exemplo.

A regulagem de altura do volante, eu só teria porque o item é baratinho e porque tenho mais de 1,90 m. Custa só R$ 81. Vale a pena!

Se você ainda precisar de bancos com regulagem de altura, porta copinhos e o 3º apoio de cabeça rebaixado, vai desembolsar mais R$ 335. O nosso também veio com esse item, chamado de kit Casual.
O Way dos 100 dias veio ainda com o kit Comfort. Um monte de soluções de acabamento e praticidade que incluem de mais interessante o comando interno de abertura do porta-malas e do tanque de combustível, apoio de pé-esquerdo para o motorista, soleiras, porta-óculos, espelho no para-sol e o console central com porta-objetos e porta-copos. Tudo isso sai por R$ 345.

Em resumo, volto a frisar que esse é um novo Uno Way que você não teria e, aposto, poquíssima gente terá. O preço final dele é de R$ 38 545, Quase o mesmo de um Punto 1.4 Attractive 2011, que sai por R$ 39 290.
Além de que eu duvido que você opte por essa cor. Bom, pelo menos a verde Box é um pintura sólida e não se cobra nada a mais por ela.

Posso mostrar a diferença no seu bolso, se você preferir. Supondo que você dará 10% e financiará o carro em 48 meses, à taxa de 1,45% ao mês (que é geralmente cobrada pela Fiat), se optar pelo Uno Way 1.0 sem opcionais pagará parcelas de R$ 777,41, dando um saldo total final de R$ 40 287,71. Mas se quiser o modelo equipado como o deste teste, suas parcelas subirão parav R$ 1.042,27, e o Uno terá um preço total final de R$ 54.013. Caro, né?

Agora, me responde. Você equiparia o seu compacto “quase popular” com tudo isso? Ou partiria para um modelo de categoria superior?

8 de jul de 2010

O Uno é um “mortal”.

(5° dia)




O novo Uno é a sensação do momento em relação aos carros populares no Brasil. Sobre isso, não resta nenhuma dúvida. Mas, mesmo eu sendo um dos curiosos que não me aguentava para conhecer o carrinho, eu não imaginava que a aceitação das pessoas, em geral, fosse tão positiva.

Isso, para quem considera, como comparação, o Uno anterior. A mudança é brutal e a quantidade de melhorias é algo que beira o absurdo. O carro ficou muito diferente e, como já foi possível perceber, muito melhor. Mas, exatamente por isso e pelo número de elogios que o modelo vem ganhando na mídia, as pessoas começam a desvirtuar a situação. Pessoal, vamos lembrar que esse é um carro popular. Já vi muita gente comparando ele com modelos mais caros. Bem mais caros, aliás.

O meu pai mesmo me ligou esses dias me dizendo que o novo Uno não era bom. Eu perguntei o motivo e ele disse que era muito caro pelo que oferecia. Vale lembrar que ele tem um Honda Fit. Ou seja, a base da comparação dele partiu de um modelo de mais de R$ 50.000, sendo colocado ao lado de um automóvel que parte dos R$ 27.000. Certa injustiça, não?

Também já ouvi algumas críticas sobre não haver vidro elétrico para as portas traseiras, sobre a quantidade de plástico no interior, sobre a potência do motor 1.0, sobre o porta-malas “não tão grande assim” e muitos outros pontos característicos de um modelo de entrada. E até mesmo quando falamos sobre o preço, algumas pessoas se assustam, mas novamente distorcendo a realidade.

Quando perguntam o preço, respondo: “Assim, do jeito que está, sai por uns R$ 38.000”. E a pessoa arregala o olho e cria o primeiro momento de desaprovação, após dezenas de elogios ao modelo. E uso a palavra “distorção” porque esse mesmo cidadão não faz questão de perguntar exatamente o que vem. “Tem direção hidráulica e ar-condicionado?”. Sim. “Ah, mesmo assim, está caro”. Mas a pessoa esquece do que eu abordei no começo deste texto: trata-se de um Uno, sim, o mesmo carrinho que muita gente já comprou como o primeiro automóvel e nunca sonhou em colocar uma direção hidráulica, um ar-condicionado tampouco airbag ou ABS.

O ponto em que eu quero chegar é: não procure no Uno algo que ele não é. São muitas as boas características e novidades, mas ele continua sendo um modelo popular, de entrada. E se chega ao valor citado, é porque o dono quis muito mimo, o que, em carros de quase R$ 40.000, já faria o valor passar dos R$ 50.000.

Defeitos de mortal

Prova de que este carro é um “mortal” são os pequenos defeitos que encontramos nele. Nada grave, sendo que é difícil até chamar de defeito. Plásticos? Que carro de entrada não tem? Porta-malas pequeno? Tudo bem, é uma virtude de um veículo deste tamanho. Algumas rebarbas no acabamento também são desaprovadas, é lógico, mas é totalmente comum entre os modelos nessa faixa de preço.

Para mim, porém, uma das características que mais me incomodou foi o ruído. O barulho do motor, como eu já disse no post anterior, é algo que realmente incomoda depois de um tempo. Mas também compreensível em modelos populares como um Fiat Uno.

Pontos fortes

O novo Uno conta com algumas características bem marcantes, que deixa empolgado quem tem um. O visual é realmente novo, mesmo sendo parecido com o Kia Soul. A Fiat acertou nas linhas do modelo. O desempenho nas curvas também surpreende: depois de uma pequena preocupação inicial que tive em relação à suspensão parecer muito mole, percebi extrema segurança ao contornar curvas. O espaço para o motorista, pela possibilidade de “destravar” o trilho do banco, é realmente bom, assim como a posição de dirigir. Você não se cansa de dirigir, o que costuma acontecer em modelos semelhantes.

Bem, resumindo. O que quero mostrar, desde o início do texto, é que o Uno está se mostrando um ótimo carro de entrada e uma boa opção para o primeiro carro (apesar do preço de seguro ser alto). Quem quiser, também, um automóvel para rodar pela cidade, encontra no novo Uno uma opção praticamente perfeita. Somente na estrada o motor 1.0 ainda precisa de um pouco mais de fôlego. Agora, se você quiser compará-lo com modelos como Fox, Stilo ou Golf, entre outros, a competição fica injusta.

E você, qual é a visão sobre o novo Uno até agora? O que mais te agrada e o que menos te empolga no novo modelo da Fiat? Até o momento, o que você mudaria para deixar o automóvel ainda mais atraente?

7 de jul de 2010

Novo Uno: Um ótimo carro, mas é preciso se acostumar




Acredito que a expectativa que eu tinha para andar com o novo Uno era a mesma que a de muita gente que acompanha este blog. Desde quando soube que a Fiat renovaria o seu pequeno hatch, já fiquei empolgado. Quando vi as primeiras imagens, enlouqueci, queria um na hora. E quando pude conferir de perto, quando ele chegou à redação da Carro, animei muito mais. E, mesmo depois de dois dias com o carro, continuo com a minha empolgação, talvez apoiada em todos os “que lindo”, “nossa, ficou muito bom” e “esquisito, mas bonito” que ouvi. Ops, é aí que eu quero chegar. A impressão inicial de quem anda com o carro, ao menos comigo, não foi tão bom quanto o esperado. Eu ouvia muita gente elogiando o desempenho do motor 1.0, falando muito bem das reações do carro nas curvas etc. Em princípio, não percebi isso. Confesso que dei até uma desanimada, mas eu havia dado apenas uma volta por perto da editora. Agora, pude avaliar melhor o “Uninho” neste fim de semana. As minhas primeiras impressões (já aviso que mudaram): o carro, por dentro, era simples, com quantidade considerável de plástico; o motor não era tudo isso que falavam; a suspensão parecia macia demais nas frenagens e acelerações. Bem, imaginem o tamanho da minha desanimação. Mas isso tudo foi mudando aos poucos. E é por isso que coloquei o título do post de “é preciso se acostumar”. Um tempo depois, em um trânsito absurdo enfrentado no corredor ABD (Av. Cupecê, em outro ponto), respirei fundo e falei: “Aí, sim, um ótimo carro para a cidade”. O motor teve um desempenho legal. Não senti aquela força toda encontrada em modelos mais leves da Chevrolet, como no Celta, mas fiquei bem satisfeito. A suspensão também. Apesar da impressão de que ela é muito macia continuar, achei isso bom para a cidade. Também gostei que as trepidações das irregularidades no asfalto não são passadas para o volante, o que deixa o motorista menos cansado e com menos adversidades na hora de dirigir. Ontem (sábado), pude conferir o desempenho do Uno na estrada. Fui até Cotia, em São Paulo, utilizando o Rodoanel desde a Anchieta até a Raposo Tavares. O carro se saiu muito bem naquele ponto. Absolutamente nada a reclamar. Na Raposo, porém, com mais subidas e descidas, senti certo sofrimento do 1.0 em aclives. E logo percebi que o sofrimento era, na verdade, mais uma falta de adaptação. O ruído que ouvimos do habitáculo em relação ao motor e à rolagem dos pneus na estrada é consideravelmente alto. Mesmo quando estamos a 3.000 giros, percebemos como se estivéssemos a quase 5.000. Logo, você troca de marcha no impulso e acha que a próxima não deu conta. Comecei a reparar que esse impulso me fazia realizar as trocas muito antes do que o de costume. Passei a me basear no contador de giros e senti, aí sim, o motor trabalhando bem melhor. Confesso: falta de experiência minha. Aí vem o único problema que considero um pouco pior do carro. Quando liguei ele novamente, ainda em Cotia, tive uma grande subida para sair do lugar onde eu estava. Mas o motor deu umas “rateadas”. Mesmo com a aceleração constante, os giros subiam e desciam. Isso durou alguns minutos, poucos. Achei que podia ser algum problema com a subida, apesar de nunca ter passado por essas pequenas falhadinhas antes. Pela noite, porém, fui sair novamente com o carro e senti novamente essas pequenas falhas. Vou pesquisar um pouco mais e tentar entender exatamente o que acontece com o bom motorzinho 1.0 do Uno. Questão de adaptação Falemos, agora, de alguns pontos que o motorista precisa se adaptar. Primeiramente, gosto sempre de deixar muito claro: apesar de ser muito novo e muito elogiado, ainda é um Uno! Muita gente esquece isso. Pela empolgação da novidade, acha que está andando ou vendo um carro de R$ 50.000. Aí causa certa decepção. Considerando que o carro é de entrada, é muito bom, sim! Bem, vamos lá. Inicialmente, o que eu disse sobre os plásticos no interior é algo facilmente compreensível, se considerado o que eu disse no parágrafo anterior. O acionamento dos vidros elétricos é feito no console central, ao lado do volante. Várias vezes eu fui mexer na porta e lembrei somente depois onde era. O vidro, por sua vez, não abaixa completamente. Sobra uma pequena parte dele para fora, coisa insignificante. Com a suspensão, como eu disse também, a adaptação leva um tempinho, mas, depois, você fica bem com as reações do carro. Sobre o motor, também. O carro acaba tendo um desempenho ótimo para a cidade, sofrendo um pouquinho só na estrada, mas nada demais. O maior problema do carro, mesmo, é o som do motor, que você ouve muito alto de dentro do veículo. Um isolamento um pouco melhor talvez resolvesse isso. Outra coisa que você terá de se adaptar em um novo Uno, ao menos por enquanto, é a “popularidade”. Todo lugar que eu vou, as pessoas cercam o carrinho para conferir mais de perto. Na rua, também. Muita gente para o carro do lado e fica babando, com um ar claro de aprovação. Motoqueiros chegaram a elogiar o carro para mim. Mas essa é uma adaptação boa, convenhamos. Assim que reabastecermos o Uno, faremos uma média do consumo, considerando muito trânsito em um dia e estrada livre no outro. E vocês, estavam esperando muito do novo Uno? Até o momento, estão gostando do modelo? Era o que esperavam? Mais? Ou menos?

6 de jul de 2010

Mais um compacto referência.

(2º dia)

A Fiat fez um belíssimo trabalho com o novo Uno. Junto à nova geração do Gol, que estreou em 2008, o compacto é a referência do segmento. Com um design inovador e diferenciado entre os modelos que custam menos de R$ 30.000 (o Gol G5 já passa disso, custando R$ 30.880), ele está anos luz à frente de Celta, Ka e Gol G4. Mas engana-se quem pensa que a marca italiana só pensou no visual externo. Por dentro, o Uno segue um padrão excelente para um carro “barato” (barato mesmo, no Brasil, infelizmente não há).

Rodei com o nosso Way 1.0 de ontem para hoje e melhorei ainda mais as impressões que tinha do carro. O que mais me chamou atenção foi o espaço interno. Com meu 1,80 m, encontrei uma ótima posição de dirigir, um belo vão entre o braço esquerdo e a porta e quase um palmo entre a cabeça e o teto. A possibilidade de tirar o trilho que limita o deslocamento do banco do motorista também ajuda muito os mais altos, que podem jogar o assento para trás e ter bom espaço para as pernas.

Atrás, outra boa surpresa: fomos almoçar com cinco a bordo do Uno e os três ocupantes de trás elogiaram o espaço para os ombros e a cabeça. É claro que andar com toda essa galera em um compacto não é o mais recomendado, mas o “Uninho” deu conta da tarefa com valentia.

Felizmente, não sobrou nada da antiga geração. Ok, o Mille tem muitos fãs e não quero arrumar briga aqui, mas acho que ele seria um carro bom se fosse vendido há 10, 15 anos. Agora, está anacrônico. Eu não pensaria duas vezes em investir um pouco mais nas prestações e optar por um novo Uno no lugar do Mille. A diferença é brutal.

O que mais agradou no Fiat foi a impressão de não estar a bordo de um carro tão barato. É claro que os opcionais da nossa versão (vou detalhá-los abaixo) ajudam nessa impressão, mas os materiais e o capricho no acabamento valem destaque.

Um exemplo: o plástico do painel traz um tipo de estilização com pequenos quadrados, o mote deste novo Uno. Imagino que isso tenha encarecido o processo de produção, o que não é comum vermos em carros de entrada.

Outra coisa bacana é a quantidade de adesivos à disposição, que permitem tornar seu Uno diferente dos outros. Também é outra novidade que não costuma estar à disposição de compradores de modelos nesta faixa de preço.

Ainda não pude andar com o Uno em estrada e avaliar melhor seu comportamento em curvas, mas basta dar algumas voltas com ele para perceber o “estilo Fiat”. A suspensão é bem mais suave que a do Gol. Não é melhor nem pior. Apenas diferente. Ainda prefiro a do VW, que deixa a carroceria inclinar menos, mas é uma questão de gosto. Também sentimos que ele pula um pouquinho com cinco ocupantes a bordo, o que pode ser fruto do acerto da suspensão voltado ao conforto. Quando puder acelerar o Uno em rodovias falo com mais propriedade sobre isso.

O câmbio também segue o estilo da marca italiana. Tem uma alavanca mais alta, é mais suave nos engates, porém menos preciso (isso comparando ao novo Gol, para ter uma referência). Outra questão de gosto.

O único problema que encontrei neste primeiro contato foi a dificuldade da partida pela manhã. Com 100% de álcool no tanque, ele demorou para pegar e mostrou alguma oscilação na marcha lenta. Achei que o tanque de partida a frio estivesse sem gasolina e fui checar isso no posto. Não estava. Algum dono de novo Uno já percebeu isso? Vamos ficar atentos a esse comportamento e, se ele persistir, procuraremos uma concessionária.

Ah, outro problema: a posição dos comandos dos vidros elétricos. A Fiat provavelmente buscou economizar com o chicote central, mas perdeu sua tradição de comandos nas portas, muito mais cômodos. Pelo menos eles trazem o sistema one touch.

Gostei do desempenho do motor 1.0 de 75 cv, mas percebi que ele sofre mais para levar a versão Way, que tem pneus diferentes. No Vivave 1.0 que andei há poucos dias, o desempenho era melhor. Como o nosso Uno está lotado de opcionais, é até injusto exigir demais do propulsor. Na Carro Online, aliás, publicamos uma reportagem interessante mostrando as diferenças que esses equipamentos fazem no desempenho. Lá o Gol completo que testamos levou 1s9 a mais para ir de 0 a 100 km/h que o mesmo modelo “pelado”.

O Vivace 1.0 que testamos na edição passada da Carro, por exemplo, fez o 0 a 100 km/h em 16s5, enquanto este Way acelerou em 17s2. Ambos estavam com muitos opcionais (os carros são cedidos pela Fiat, não temos como controlar isso). Acredito que sem tantos equipamentos ele consiga entrar na casa dos 15s0, um número bom.

Ainda não medi o consumo, mas hoje enchi o tanque e na próxima semana traremos a primeira média em circuito urbano. Na estrada, com o Angelo Treviso, ele fez bons 14,6 km/l com álcool andando a 120 km/h de velocidade de cruzeiro. Muito bom. Alguém aí já tem médias do novo Uno?

O que acharam do carro até aqui? Confira os preços e opcionais presentes neste Way 1.0 e veja quanto sai para ter um igualzinho:

Uno Way 1.0: R$ 28.490

Kit Celebration: R$ 5.140 ( ar-condicionado, direção hidráulica, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, faróis de neblina, adesivos celebration, vidros e travas elétricas, pré-disposição para rádio, para-brisa degradê)

Kit Comfort: R$ 340 (console porta objetos no teto e revestimento parcial de tecidos nas portas, entre outros)

Volante com regulagem de altura: R$ 80

Kit casual: R$ 330 (porta-objetos e banco do motorista com regulagem de altura, entre outros)

Rodas de liga leve de 14″: R$ 620

Rádio Connect com CD, MP3, Bluetooth e entrada para iPod: R$ 510

Kit tribal de personalização: R$ 170 (adesivos externos)

Kit steel de personalização: R$ 370 (volante de couro, entre outros)

Kit HSD: R$ 2.300 (airbag duplo e ABS)

Preço total: R$ 38.350

Não é um carro barato para um 1.0, com certeza, mas com todos esses opcionais você terá um modelo completinho, com direito a airbag duplo, ABS, som, ar e direção, além de um visual personalizado.

Interessante?

5 de jul de 2010

Novo Fiat: A Jabulani da Fiat.

(1º dia)


Aproveitando o clima de Copa do Mundo, podemos dizer que o novoUno é a bola da vez no segmento dos veículos “populares”. E conforme a Carro Online antecipou, ele também será a bola da vez no Teste dos 100 dias. Inicialmente, durante 25 dias, o primeiro Uno a participar da maratona é o Way 1.0. Em seguida, trocaremos o compacto por um de outra versão. A ideia é testar as quatro disponíveis (Vivace 1.0, Attractive 1.4, Way 1.0 e Way 1.4), mas para isso dependemos da disponibilidade de carros da Fiat, já que o compacto está sendo muito requisitado pela imprensa junto à montadora. Por isso também não conseguiremos seguir uma ordem crescente ou decrescente de preços, mas buscaremos levar aos leitores o mais c0mpleto teste de longa duração do Uno.

Foi com a versão Way 1.0 que tive a oportunidade de passar um dia inteiro entre a pista de testes e alguns deslocamentos com a família a bordo. Levei o Uno para o campo de provas, onde ele passou por sua primeira medição (veja a tabela com os resultados abaixo). Durante a ida para a pista, notei que ele é mais gostoso de dirigir que a versão 1.4. Sua relação de diferencial casa bem com o motor de baixa cilindrada e isso faz com que ele deslanche melhor. Também gostei bastante da média de consumo: 14,6 km/l! E com etanol!

Um ponto favorável do carro andando na pista é a estabilidade. Apesar de a nova geração não ter mais a suspensão traseira independente (com feixe de molas), como antes, ele contornou a curva fechada da pista de testes com boa aderência e sem a tendência de sair de frente — a não ser quando provocado com movimento brusco na direção. Outro ponto forte do carro é a estabilidade direcional. Apesar de alto, o Uno sofre pouca interferência dos ventos laterais.

Quanto à retomada, por se tratar de um veículo 1.0, achei que na prática ele não demora tanto assim para recuperar o fôlego. Em frenagem, o Uno também se mostrou eficiente, afinal, a unidade avaliada veio com ABS. Ao retornar para São Paulo à noite, gostei da iluminação dos faróis. A luz baixa tem um bom alcance e o facho de luz concentrado na estrada, e não no acostamento. Sua visibilidade também merece destaque, principalmente a dos retrovisores traseiros, que oferecem um bom campo de visão.

Ao chegar em casa, aproveitei para passear com a família: eu, minha esposa e dois filhos pequenos. Um dos pontos que merece elogio é a facilidade em dirigir o compacto. Sua direção hidráulica esterça bem e isso permite que se façam poucas manobras em espaços apertados como a minha vaga de garagem. Quanto ao espaço interno, tanto o dianteiro quanto o traseiro acomodou bem os ocupantes. As duas cadeiras infantis se encaixaram perfeitamente ao banco sem prejudicar a minha posição de dirigir.

Mas que gostou mesmo do carro foi minha esposa. Ela elogiou a grande quantidade de porta-copos que o Uno tem e que nem mesmo o nosso Doblò possui. E como o Uno também será destinado às mulheres por sua facilidade de dirigir, aproveitei a oportunidade em que eu estava como um segundo carro de testes para deixar parte da avaliação para a minha esposa. Veja o relato dela:

Meu primeiro carro foi um Fiat 147. Logo em seguida tive um Uno Mille Eletronic (guardo boas memórias dos dois), por isso foi muito interessante usar o novo Uno. Na saída de casa, percebi como o novo design chama atenção, já que muitos olham e até apontam. Mas o grande barato foi quando passei no fim do dia na empresa em que trabalho. Um grupo se aproximou e só ouvi elogios: “Ficou bem diferente!”, “Como da primeira vez que lançaram o Uno, a Fia ‘tá causando’!”, “É outro carro…”.

Em seguida, quase houve disputa para conhecer o Uno por dentro. O design externo foi aprovado pela maioria. Os adesivos deixam o carrinho ainda mais moderno. No entanto, as opiniões sobre o interior não foram unânimes: surgiram reclamações pelo excesso de plásticos e a posição dos botões que abrem os vidros. Já as mulheres gostam dos diversos porta-trecos e do espelhinho para ver as crianças nos bancos de trás (ele é ótimo para acertar a maquiagem também). Os bancos são muito confortáveis. No entanto, o espaço interno foi bastante criticado. Um dos meus amigos, que tem 1,99 m, não conseguiu sentar no banco traseiro e na frente ficou bastante desconfortável. Mas, é claro, é preciso levar em conta que a estatura dele é muito acima da média do brasileiro.

Para mim, a grande questão seria o motor 1.0, ao qual estou totalmente desacostumada. Realmente ele parece fraco para quem usa um carro mais potente, mas para o dia a dia é adequado. A pergunta que mais ouvi das minhas amigas foi: “É fácil de estacionar?”. Sim, é muito fácil de estacionar. Além de caber em qualquer vaga, tem ótima visibilidade e é bastante ágil. Conclusão: adoraria ter esse carrinho para mim.

E vocês, caros leitores, o que gostaram e o que não gostaram do novo Fiat? Suas críticas e/ou sugestões serão muito bem-vindas para o nosso blog. Participem!

Dados de teste:

Aceleração

0 – 40 km/h – 3s3 (20,7 m)

0 – 60 km/h – 6s6 (66,5 m)

0 – 80 km/h – 11s2 (157,6 m)

0 – 100 km/h – 17s2 (309,4 m)

0 – 120 km/h – 27s2 (614,1 m)

0 – 140 km/h –

0 – 400 metros - 20s4 (a 107,2 km/h)

Retomada de velocidade –

40 – 100 km/h (3° marcha) – 18s1

60 a 120 km/h (4° marcha) – 20s5

80 a 120 km/h (4° marcha) – 15s7

Frenagem

60 km/h a 0 – 15,9 m

80 km/h a 0 – 28,8 m

100 km/h a 0 – 45,9 m

120 km/h a 0 – 67,2 m

Fading

100 km/h a 0 (com freios frios e vazio) – 45,2 m

100 km/h a 0 (com freios frios e carregado com 200 kg) – 45,2m

100 km/h a 0 (com freios quentes e carregado com 200 kg) – 46,3 m

Nível de ruído

Em ponto morto – 50,0 dB

A 50 km/h em 3° marcha– 62,4 dB

A 80 km/h em 4° marcha– 66,4 dB

A 120 km/h em 5° marcha – 68,1 dB

4 de jul de 2010

Carro no Brasil custa até três vezes mais que nos EUA.

O Mercedes Classe ML 500 custa aqui R$ 376.023,00 e R$ 104.420,00 no mercado estadunidense.


Vender carro grande no Brasil é um excelente negócio, principalmente se for importado. Pelo menos os números assim indicam. Levantamento feito pela Jacto Dymanics do Brasil mostrou uma defasagem absurda de preço entre o mesmo modelo vendido aqui e nos EUA.

Na melhor das hipóteses, a diferença de preço entre os dois países é de mais de 76%, caso do Ford Fusion 2.5 16V SEL. Esse carro é vendido no Brasil por R$ 80,9 mil e nos Estados Unidos por R$ 45.365.

Em algumas situações a diferença é estarrecedora, como no caso do Mercedes Classe M ML 500, que custa nos Estados Unidos US$ 56.750,00 e no Brasil R$ 376.023,00. Se utilizarmos o câmbio de R$ 1,82, pagaríamos no mercado estadunidense R$ 104.420,00.

Não, não é a carga tributária que explica tamanha distorção do preço, mas sim o posicionamento do produto no mercado.

“Há muito tempo o preço não é mais definido com base no custo de produção, mas sim no posicionamento no mercado, o posicionamento em relação aos concorrentes”, disse uma fonte da Mercedes-Benz, para explicar o preço do Classe ML 500.

“Se os concorrentes estão nessa mesma faixa de preço não há porque posicionar o carro mais abaixo”, informou o executivo. O Mercedes ML 500 concorre diretamente com o BMW X6 com motor 5.0 (R$ 390 mil), o Porsche Cayene S 4.8 V8 (R$ 339 mil) e o Audi Q7 4.2 V8 (R$ 349 mil ). Esses carros também custam bem menos nos EUA: No caso da BMW X6, o carro sai por R$123,6 mil. O Audi Q7 custaria R$ 112,2 mil, diferenças ultrapassam 200% de acréscimo.

Ainda há carros como o Tiguan, que a Volks vende por R$ 99,9 mil no Brasil e nos Estados Unidos custa R$ 48,3 mil. O pequeno Smart, que tem o preço de carro grande, custa R$ 57,9 mil aqui e lá R$ 31,2 mil, preço de um carro 1.0 no Brasil. Até o Fit, que é produzido em Sumaré, custa aqui o dobro do preço dos EUA. No Brasil o Fit 1.5 EX automático custa R$ 63,4 mil; nos EUA R$ R$ 28,9 mil.

Em outras palavras: enquanto o consumidor brasileiro pagar o que o fabricante (ou o importador) quer, não haverá razão para baixar o preço dos carros.

Veja a relação de carros vendidos no Brasil e nos Estados Unidos, com preços em real (cotação do dólar a R$ 1,82).

3 de jul de 2010

Fiat 500 no Orgulho Gay de Madri.

Modelo mostra potencial de personalização em cinco versões criadas para a data.

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O modelo mais charmoso da Fiat desfilará nas versões 500 e 500C no Dia do Orgulho Gay 2010, que acontece em Madri neste final de semana. Serão cinco personalizações criadas especialmente para a data. Um dos objetivos da marca italiana é mostrar a um público esperado de 3 milhões de pessoas o potencial de customização do modelo; outro, que ele pertence a todas as tribos.

500 em 5

Fiat 500 Couro – o modelo na cor preta ganhou ares sadomasoquistas graças às tiras de couro transpassadas no teto e no capô, além de zíperes provocantes nas portas. A combinação tenta dar ao urbaninho uma cara de menino mau. Consegue?


Fiat 500 Drag – na versão mais brilhante de todas, o modelo desfila revestido de lantejoulas vermelhas e lycra. As penas cor-de-rosa saindo do porta-malas dão ao italianinho ares de destaque de escola de samba.


Fiat 500 Lesbo – simulando uma pessoa, um batom vermelho gigante sai pelo teto do carro e contrasta com ouro brilhante dessa customização. Desejado especialmente pelas mulheres, ele exibi na lateral a tatuagem de um beijo.


Fiat 500 Urso – na versão mais agradável ao toque, o urbaninho vem coberto de pelos. O plush que reveste todo o carro transforma o que já é delicado em ursinho de pelúcia. Fofo!


Fiat 500 Cool – é nele que as cores e luzes do Dia do Orgulho Gay vão ganhar projeção e cara de balada. Revestido de metal prateado, o 500 aparece nessa versão fantasiado de globo de danceteria.

2 de jul de 2010

Começa produção de carro voador.

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Um sonho coletivo de quem vive nos grandes centros acaba de se tornar realidade para os estadunidenses. A produção do Terrafugia Transition, veículo preparado para rodar como um carro e voar como um avião, foi aprovada pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. A engenhoca, que precisa de uma distância de decolagem de apenas 500 metros, pode ser uma alternativa para quem tem coragem e US$ 194 mil no bolso.

A ideia do carro voador surgiu entre formandos do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT). Depois de ganhar um prêmio de US$ 30 mil, Carl Dietrich e amigos fundaram a empresa Terrafugia e investiram todo o dinheiro no projeto.

São necessários apenas 30 segundos para o Transition mudar de carro para avião. A invenção atinge a velocidade de cruzeiro no ar de 185 km/h, tem motor Rotax de 100 cv e tração nas quatro rodas. Movido a gasolina comum, tem autonomia de voo de mais de 700 km.

O carro-avião leva duas pessoas e o motorista-piloto deve ter cerca de 20 horas de voo para receber sua licença.

Já é possível encomendar o Transition por meio de um depósito de US$ 10 mil. De acordo com a empresa, 70 interessados já fizeram sua encomenda e terão a novidade na garagem em 2011. Segundo declarou Carl Dietrich, presidente da Terrafugia, o objetivo da invenção é transformar o mundo da mobilidade pessoal.

Veja o vídeo do carro voador em ação.

1 de jul de 2010

Fiat dá mais fôlego ao Punto 2011.

Hatch compacto ganhou novos motores 1,6-litro e 1,8-litro.



A Fiat apresentou nesta quarta-feira (30) a linha 2011 do Punto. O lançamento se deu com a reabertura da fábrica da FPT (ex-Tritec) em Campo Largo (PR), responsável pela montagem dos motores 1,6-litro e 1,8-litro que agora equipam o hatch. Os propulsores substituem o motor 1,8-litro de origem GM, que deixará de ser usado pela Fiat nos próximos meses. O câmbio automatizado Dualogic faz sua estreia no compacto. A versão de entrada mantém o bloco 1,4-litro Fire, enquanto a topo de linha T-Jet continua a ser oferecida.

Conforme o site Autossegredos antecipou, ambos os motores possuem números promissores. Com 115 cv / 117 cv (G/E) de potência, a versão 1,6-litro 16V é aclamada pela Fiat como a mais potente da categoria, enquanto o 1,8-litro de 130 cv / 132 cv (G/E) supera com folga a versão 1,8-litro anterior, de 122 cv.

A política de preços da Fiat dá destaque para duas versões do Punto: a de entrada 1,4-litro ganha o sobrenome Attractive e mantém o preço de R$ 39.290. O ar-condicionado é oferecido opcionalmente a R$ 1.291. A Essence 1.6 substitui a 1.4 ELX, mas cobra R$ 1.130 a mais por isso, partindo de R$ 44.190. A Essence 1.8 começa em R$ 46.250, chegando a R$ 48.650 com câmbio Dualogic. A Sporting 1.8 tem preço sugerido de R$ 51.200 para a versão manual e R$ 53.750 para a automatizada.

O objetivo da Fiat é elevar as vendas do Punto em 10%, chegando a 36 mil unidades até o final do ano. As versões 1,4-litro e 1,6-litro encabeçam o mix de vendas, com 40% cada.